domingo, 12 de maio de 2019

MEU EU, MINHAS POESIAS E CONTOS, LIVRO E CD 2019 DO INTERCÂMBIO CULTURAL PARAÍBA, BRASIL E OUTROS PAÍSES, ORGANIZAÇÃO DE JÔ MENDONÇA ALCOFORADO COM DIVULGAÇÃO NA EUROPA NESSE PRIMEIRO SEMESTRE E NO BRASIL




 São poemas de treze autores brasileiros, musicados pela poeta, musicista e psicóloga da UFPB Jô Mendonça Alcoforado, que nos leva em sua bagagem mundo afora.

Poetas e escritores participantes

Arlinda Lamego
Cynthia Theodoro
Dorivaldo Ferreira
Ingrid Caldas
Iza Engels
Jania Souza
Jô Mendonça Alcoforado
Lindevania Martins
Maria Teresa Moreira
Neri Bocchese
Paulo Santos
Sérgio Piranguense
Tarcísio Fagundes



Fotos: Bruno Silva

PÔR-DO-SOL EM TIBAU DO SOL


 Tive a honra de fotografar a bela, talentosa e eficiente Médica Homeopata Dra Graça, para os íntimos Gracinha, durante o maravilhoso PÔR-DO-SOL na Praia de TIBAU do Sul, etapa do passeio TRILHA #RespireAR ao Santuário Ecológico da Pipa sob organização da Personal Trainer Adrianete Ramos
De presente da Dra. Gracinha, ganhei essa encantadora foto tendo o sol em sua despedida noturna como companheiro. Inesquecível!

Foi uma tarde muito especial entre a natureza, amigos e solidariedade, engrandecendo o espírito.

ACONTECEU EM PAQUETÁ, COM PARTICIPAÇÃO DA APPERJ, O FLAMATEC


6A TEMPORADA DO SARAUPOESIA LI NA LIVRARIA NO DIA 18 DE MAIO VAI ACONTECER COM UMA EXCELENTE PROGRAMAÇÃO NO RIO DE JANEIRO - OS POETAS E FÃS DAS ARTES LITERÁRIAS NA CIDADE MARAVILHOSA SINTAM -SE CONVIDADOS A PRESTIGIAR - MUITO SUCESSO AOS ORGANIZADORES E PARTICIPANTES


SPVARN EM TARDE POÉTICA NO PARQUE DAS DUNAS, QUE AGREGA EM SEU COMPLEXO O BOSQUE DOS NAMORADOS

A partir da esquerda, Poetas: Roberto Noir, Luciene, Clécia Santos, Célia Bombom, Dílson Ferreira da Silva, amiga e Catita Ritinha, Maria da Apresentação, M C Garcia, Marcos Campos e minha pessoa

Entre poemas e guloseimas, na área destinada à piquenique no Parque das Dunas, reuniram -se poetas e admiradores para declamarem, ler e recitar poemas de suas autorias das 15 às 17h do dia 11 de maio do corrente ano. Algumas das presenças registradas pelo jovem sentado ao lado do grupo poético, que gentilmente se propôs a fotografar.



O poeta e editor M C Garcia apresentou-se a mais nova coletânea da ALAMP em formato impresso, fruto de ebook homônimo " A Mulher em Estações"


Recebo autografado das mãos de seu autor, Poeta Dílson Ferreira da Silva, meu amigo, a obra ARTEterapia "Converso, com verso", Editora Becalete - Mogi das Cruzes/SP, 2019, prefaciado pela competente Poeta Erilva Leite, professora de Língua Portuguesa e Literatura, sócia da SPVA/RN. Capa ilustrada com a pintura óleo s/ tela assinada por Maria Salete Souza da Silva. Excelentes poemas. Recomendo. Contato para aquisição: dilsonfs51@hotmail.com

Na ocasião, presenteei o poeta com a obra "Meu Eu, Minhas Poesias e Contos" do Intercâmbio Cultural Paraíba, Brasil e outros Países organizada por Jô Mendonça Alcoforado composta por livro e CD em que tenho participação com 2 poemas.


Poeta Célia Bombom declama poema de sua autoria





Poetas a partir da esquerda, Maria da Apresentação, Dílson Ferreira, M C Garcia, Luciene, Clécia Santos

Encontravam-se presentes os Poetas Roberto Noir, Ritinha Catita, Marcos Campos, Evaldo Silva, Cláudio Wagner e a Presidente SPVA/RN Ozany Gomes

 FOTOS DE MARIA DA APRESENTAÇÃO POSTADAS EM SUA CONTA NO FACEBOOK

sábado, 4 de maio de 2019

ESTAÇÃO DE TREM DE PAPARY - FUNCIONA EXCELENTE RESTAURANTE EM PAISAGEM BUCÓLICA COM DELICIOSO MENU COM VARIEDADES DE CAMARÃO, QUE VALE A PENA DEGUSTAR. RECOMENDO. CONTATO PARA RESERVA: 98134.6078 KEILA


Excelente espaço para degustação de pratos, adivinhem, a base de camarão, especialidade da terra natal de Nísia Floresta, encontramos no restaurante ESTAÇÃO PAPARY, primitivo nome da cidade em que nasceu a escritora brasileira conhecida mundialmente.

Ao término da visita ao Museu Ferreiro Torto em Macaíba, incluso na programação de aniversário organizada por minha linda filha e, também, poeta e escritora da obra "Para Descontrair" de 2018 pela Editora B3S à venda na loja virtual do site: www.editorab3s.com, Patrícia Teresa, rumamos para a cidade de Nísia Floresta, para conhecer e almoçar na antiga estação de trem, que ficou muitos anos em desuso depois da desativação da malha ferroviária brasileira.

Por estarmos no período de chuvas, fomos brindados com belíssima paisagem campestre abundante em verde e temperatura amena na estrada Macaíba, Vera Cruz, São José de Mipibu até chegar ao nosso destino. Um prazer.

Ao chegarmos ao Restaurante Estação Papary, deparamo-nos com sua antiga e encantadora construção do início do Século XX e com um atendimento que merece aplausos. As instalações agradáveis permitem o contato com o fresco da natureza e possibilita momentos de deleite.

Almoçamos e cantamos PARABÉNS às aniversariantes do dia, eu e minha filha, meu presente de aniversário do Criador, a quem tenho muitíssimo a agradecer pela sua preciosa vida e companhia. Ela é realmente especial e insubstituível. Flor rara de perfume acolhedor. Cativa com sua alegria e meiguice. Grande profissional em todas as áreas que labuta. Filha e irmã exemplar sempre presente em qualquer situação. Tem um coração enorme, que abraça e acolhe a todos sem qualquer discriminação. Sua presença é um refrigério para qualquer alma em desalinho.

Veremos agora algumas fotos desse lugar encantador e da alegria de minha família em comemorar nossas vidas.  


Camarão literalmente no coco. Foi servido dentro do coco aberto. Bonito e delicioso



Patrícia Teresa



Victor Hugo, o caçula, seguiu a área contábil como profissão


Editor da B3S, músico, compositor e designer gráfico Bruno Obos - intagram e www.youtube.com/bragadum



A família




O atendimento


Os trilhos em silêncio








Ambientes do Restaurante Estação Papary









A castanhola

NOS JARDINS DO SOLAR MUSEU FERREIRO TORTO A HISTÓRIA DA SINHAZINHA E O ESCRAVO




A Sinhazinha e o Escravo





Comentário



Meus filhos já conheciam essa triste história, que lhes foi contada durante suas visitas à Ferreiro Torto em passeios organizados pelas suas escolas na infância e também na adolescência. Enquanto adentrávamos pela alameda que leva ao solar, Victor Hugo lembrou-se da lenda e relatou um pouco em breves palavras. Patrícia admirou-se e comentou: você ainda se lembra dessa história? Eu fiquei empolgada porque não tive a oportunidade de ouvir esse dramático relato. Ao término da visitação, fui a uma das sacadas apreciar a visão preciosa da paisagem circundante da enorme construção, que abrigava os proprietários vários, que se sucederam no local, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico e administrado pela eficiente Prefeitura de Macaíba/RN no Brasil. Ao meu lado, Canindé do Museu, presenteou-me com esse comovente fato, que ao certo, não se sabe, se foi real ou lenda. Mas como toda lenda vem de algum fato ocorrido e por se tratar da época escravocrata, podemos supor que ele tem tudo para ser real.



A lenda por Canindé do Museu e adaptada por Jania Souza





Há muito tempo atrás, tanto tempo que antecedeu a alforria da população escrava em Macaíba pelos abolicionistas potiguares e homens ilustres da terra em 1875, data antecessora a data oficial da libertação dos escravos no Brasil em 13 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel assinou a Lei da Abolição da Escravatura, aconteceu esse triste fato, que passou a ser narrado às novas gerações pelos mais antigos.



No fidalgo Solar do Ferreiro Torto, morava abastada família. A bela e jovem filha do poderoso Senhor do lugar, certo dia, ao se debruçar da sacada em suas brincadeiras com suas mucamas, do alto, depara-se com belo jovem negro, que caminha na direção do casario por entre as plantas.



Seus olhos se cruzam e um fogo percorre o corpo de forma eletrizante de cada um deles. Sorriem institivamente encantados um com o outro. Ele de lá, ela cá em cima. Distantes por um grande espaço vazio, símbolo invisível da distância que os separava por causa dos preconceitos erguidos em torno das relações entre os seres humanos naquela época.



Preconceitos impostos pela sociedade edificada pelo homem branco dominador. O escravo não era considerado como gente e, sim, como um objeto de trabalho de seu pai, sendo um ser inferior, que não podia tomar decisões pela própria vida. Era um prisioneiro; por isso, ele não tinha recursos para oferecer a fim de o juntar ao patrimônio do senhorio, ampliando o poder desse, uma condição necessária naqueles tempos para se casar com o consentimento do pai; e, a discriminação racial, que os distanciava mais ainda por causa da cor da pele, trazia com ela toda essa história social e econômica de submissão ao dono.



Essa era uma época muito difícil para o amor entre pretos e mulheres brancas. Os donos dos escravos, senhores de suas famílias e das posses financeiras, além de brancos, descendentes dos colonizadores, detentores do poder, realmente podiam tudo, pois ditavam as leis em seus redutos territoriais e na organização das cidades e das províncias, essas foram transformadas em estados com a Proclamação da República Federativa do Brasil em 1889.



Eles se apaixonaram. Porém sabiam que esse amor era impossível, pois não seria aprovado pelo Senhorio deles. Ela, embora filha, por ser mulher, também não tinha direito de escolha para tomar decisões. Eles encontravam-se no mesmo patamar de falta de direitos em uma sociedade machista e escravocrata.



Como se sabe, o amor é cego a lógica do mundo, por isso, em sua paixão nascente de jovens adolescentes, eles burlaram as regras opressivas impostas sem avaliarem as consequências danosas, que resultariam de tal ato. Na realidade, eles encontravam-se naquela fase em que os hormônios ditam as regras ao cérebro e ao coração. Tornaram-se mais uma vez prisioneiros, porém agora eram cativos dos seus sentidos, dos seus pensamentos, dos seus desejos, dos seus sentimentos. A grande vontade de estar um com outro era a grande força que os movia.



A partir daquele momento, eles passaram a se encontrar furtivamente. As escondidas. Evitavam as companhias desnecessárias em seus isolamentos. Ela conseguia descer para brincar e passear no jardim. Ele fugia dos seus trabalhos no campo de vez em quando, só para poder esbarrar nos passeios dela. Por entre árvores e arbustos, trocavam sorrisos a princípio; depois avançaram para a proximidade dos afagos; até que enfim passaram a se deleitar com os momentos de amor mais ousados.



Sabe-se que segredo não dura muito. Não há nada encoberto, que não venha a ser descoberto. Na realidade, não há crime perfeito. Esse sempre será desvendado algum dia de alguma forma. A verdade é que o idílio da Sinhazinha com o Escravo chegou aos ouvidos do Senhorio, que ficou possesso de raiva. Gritou, esbravejou, armou-se e saiu à tardezinha para encontrar o apaixonado casal entre as plantas da propriedade.



Foi acompanhado dos seus homens e o jovem casal não sabia que estava sendo caçado. Um nos braços do outro, na completa felicidade, quando ouviram o esbravejar do Senhorio que os fitava com os olhos chispando fogo e arma em punho.



− Negrinho atrevido larga minha filha, pois vou acabar com sua vida imprestável! – gritou furioso.



− Não meu Pai! Não faça isso, ele é o homem que amo − clamou em desespero a Sinhazinha.



− Cale-se, filha maldita! Depois conversaremos − retrucou o Senhorio. − Escravo não é gente. Ele me pertence e eu faço o que quiser com ele.



O escravo de olhos esbugalhados pelo pavor e todos os demais ao redor já sabiam que algo muito grave iria acontecer. Tentou afastar-se devagarinho, porém o Senhorio mais rápido disparou e a Sinhazinha sem pestanejar colocou-se entre a bala e o seu amado. Foi atingida fulminantemente e, sem um grito de ai, caiu com o peito vermelho e uma lágrima escorrendo pela sua suave face.



Por breves segundos, fez-se um silêncio sepulcral.



− Minha filha! − urrou o Senhorio correndo para amparar a filha, que despencou sobre a grama verde em seu vestido branco com a grande mancha vermelha no peito, que aumentava rapidamente.



Ninguém jamais vira aquele rude homem enfraquecido. Sua dor era tão grande, que abraçava a filha inerte aos prantos. O escravo que estivera paralisado com o choque da cena brutal, em que lhe roubaram a sua amada, aproveitou para sair do cenário trágico com o coração partido e sem que os presentes o percebessem. Correu para se esconder e fugir nas margens do rio coberto pela vegetação do mangue.



O Senhorio pegou sua filha morta entre os braços e a carregou trôpego para o solar, que agora chorava com todos os seus habitantes. Ao depositar o corpo na mesa da sala e levantar a cabeça, deixou ver seu crispado rosto coberto por lágrimas.



− Capitão do Mato! Pegue seus homens e cace aquele negrinho vivo. Eu o quero aqui até a hora do enterro − determinou implacável com o duro coração, que não se abrandou diante de tamanha desgraça.



O Capitão do Mato organizou as buscas. Seus homens e, também, escravos acenderam tochas para iluminar o caminho. Foi uma noite de suplício para todos. A busca na floresta e o velório no solar. Quando o sol começou a clarear às primeiras horas do dia, os cachorros encontraram o escravo, que foi açoitado barbaramente e arrastado até a porta principal, onde o Senhorio aguardava sem piedade.



No jardim do solar, bem na frente desse, fora aberta uma enorme cova para receber a jovem Sinhazinha. Entre muito choro, ocorre o enterro e após se depositar o caixão na sepultura, o Senhorio declarou sua sentença.



− Peguem esse negrinho e o enterrem vivo de cabeça para baixo, para contemplar minha filha e sua senhoria! − pronunciou essa ordem cruel.



Ordem dada e obedecida. No lugar, em que supostamente ocorreu esse sepultamento, foi erguida uma estátua em homenagem ao negro, que derramou seu suor por essa terra, enriquecendo o branco sem ter nenhum direito, nem mesmo à vida.