domingo, 22 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL COM A ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA/RN VOLUME 06 EM EVENTO EDUCACIONAL EM PARNAMIRIM/RN. FONTE: DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO POETA GERALDA EFIGÊNIA



OBRA: ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA/RN

ORGANIZAÇÃO: JANIA SOUZA E AUTORES SPVA

DIAGRAMAÇÃO: MÁRCIO RIBEIRO

REVISÃO: DIULINDA GARCIA E JOSÉ DE CASTRO

FOTOS: EMMANOEL IOHANANN

CAPA: TELA DE PAULO ALVES

EDIÇÃO:  SELO EDITORIAL SPVA

PATROCÍNIO: PREFEITURA MUNICIPAL DE NATAL
                         FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA

VÁRIOS AUTORES

VERSO E PROSA

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA NAS ESCOLAS

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

21 DE NOVEMBRO, FESTA PARA NOSSA SENHORA EM NATAL, RN, BRASIL - PEDRA DO ROSÁRIO, LOCAL EM QUE A IMAGEM CHEGOU ENCONTRADA PELOS PESCADORES. "ONDE ESTA IMAGEM CHEGAR, NENHUMA DESGRAÇA ACONTECERÁ"

PEDRA DO ROSÁRIO, MARGENS DO RIO POTENGI
EU E XILINHA
 MAMÃE E SEUS AMIGOS DA IGREJA COM PADRE DALMÁRIO, EQUIPE DE ORGANIZAÇÃO DA PROCISSÃO NO RIO POTENGI QUE RELEMBRA A CHEGADA DA IMAGEM DE N S DA APRESENTAÇÃO NA PEDRA DO ROSÁRIO ENCONTRADA PELOS PESCADORES E ENTREGUE AO PÁROCO NA ÉPOCA. INÍCIO DA TRADIÇÃO RELIGIOSA. "ONDE ESTA IMAGEM CHEGAR, NENHUMA DESGRAÇA ACONTECERÁ".
 MULTIDÃO DE FIÉIS RECEBEM A VIRGEM COM FESTA QUE CHEGA A FRENTE DE SEU POVO, OS FILHOS DE DEUS.
EU, MINHA MÃE TEREZINHA JOSEFA (TETÊ) E A BÊNÇÃO DE N S DA APRESENTAÇÃO. OBRIGADA, MÃE MARIA, POR INTERCEDER POR MINHA FAMÍLIA E PELO MUNDO INTEIRO.

FOTOS: PATRÍCIA TERESA

domingo, 17 de novembro de 2013

II SARAU POÉTICO VOZES, SONS & RIMAS E I MOSTRA CORES & POESIAS DE PEDRO PEREIRA NO PARQUE RESIDENCIAL ITAMARATY NA AV. AIRTON SENNA


ORGANIZAÇÃO: ADÉLIA COSTA, mais informações no facebook da Adélia.

CIRANDA DE POESIAS E CAFÉ COM LETRAS NA UNIVERSIDADE ANHANGUERA - CONVITE DA POETA FLAUZINEIDE MOURA


QUARTA FEIRA TEM SARAUTERAPIA NO CRO/RN SOB REGÊNCIA DA SBDE E DA SPVA/RN





CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA 
DO RN, 
SOCIEDADE BRASILEIRA 
DE DENTISTAS ESCRITORES 

SOCIEDADE DOS POETAS 
VIVOS E AFINS DO RN
CONVIDAM  PARA     
PROGRAMA  QUARTA  CULTURAL”  ANO IX
O que é? 
SARAUTERAPIA  -  Terapia em forma de Sarau.
O que oferece?   
-  Poesia, Música, Dança, Causos, Humanismo...
Onde é?   
-  Rua Cônego Leão Fernandes, 619 - Petrópolis
(Liga a Av. Rodrigues Alves à Rua Mossoró)
Quando acontece?   
 -  Sempre na  1ª  e  na  3ª quarta-feira do mês.
Quando será o próximo?   -  
  Dia 20.11.2013

HORÁRIO   
18 às 21 horas.
 TEMAS:    
Bandeira Nacional (19);    
Dia Mundial de Ação de Graças (28).
Venha curtir conosco e convide amigos e parentes!
TODOS SERÃO SEMPRE MUITO BEM-VINDOS!
Apresentação:   
SPVA/RN - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Coordenação Geral:    
SBDE - Sociedade Brasileira de  Dentistas Escritores.
INFORMAÇÕES  SOBRE  LITERATURA, CULTURA  & ARTE:          www

.vivicultura.blogspot.com   /  .espacodocordel.gmail.com (Acaci)  
.spvarn-culturageral.blogspot.com  / .geraldaefigenia.blogspot.com     
                        .franciscomartinsescritor.blogspot.com /                                  .janiasouzaspvarncultural.blogspot.com      
 Facebook:  Ozany Gomes
casadocordel.blogspot.com.br

JOÃO ANDRADE E LIVRARIA NOBEL DA SALGADO FILHO, CONVIDAM PARA LANÇAMENTO DA OBRA LIVRO DE PALAVRA E PARA EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS DO AUTOR




59a. FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE/RS CONTOU COM MINHA PARTICIPAÇÃO EM 03 COLETÂNEAS DAS EDITORAS: ALTERNATIVA; SOMAR E PRAGMATICA - AGRADEÇO O CONVITE GENTIL DOS EDITORES E SUAS DIVULGAÇÕES - NÃO PUDE ESTAR PRESENTE POR URGÊNCIAS PROFISSIONAIS EM NATAL/RN - PARABENIZO O SUCESSO DOS LANÇAMENTOS.






Dia 15, aconteceu o lançamento da coletânea da Cataventus na Feira do Livro de Porto Alegre
A ong teve atividades ao longo de todo o dia, e a partir das 18h30 focaram nas publicações.


Sandra Z. Veroneze
Pragmatha Laboratório de Ideias & Gestão de Projetos
Twitter: @sandrazveroneze
51 3398 0134 / 937

ONG CATAVENTUS CONVIDA PARA O FORINHO - PARTICIPO COMO ESCRITOR VOLUNTÁRIO - É LÁ, NO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE - VEJAM COMO SUA ARTICULAÇÃO É FANTÁSTICA - DÁ-NOS ATÉ VONTADE DE APROVEITA TANTAS IDÉIAS FANTÁSTICAS - PARABÉNS, ONG CATAVENTUS, VOCÊS FAZEM A DIFERENÇA

Notícias Forinho/edição nº 2

E o Forinho está chegando!!! É em janeiro!!! Turbinas ligadas... ligadíssimas!!!

Inscrições até 15 de dezembro
. Venha participar. Não perca!
Quando: 21 (terça) a 25 (sábado) de janeiro Onde: Escola Rio Grande do Sul Endereço: Washington Luiz 980 - Centro Tema: Desenvolvimento Sustentável

No Forinho ocorrem muitas atividades para as crianças e adolescentes e já começamos a receber inscrições para:
*voluntários (damos atestados de horas – importante para você que está na faculdade);
*contadores de histórias;
*escritores;
*oficineiros das mais diversas áreas;
*artesãos para montagem do espaço (toda a decoração do espaço é feita com material alternativo, reaproveitado tais como garrafas pet, CDs, tampinhas, etc);
*apresentações artísticas, musicais, folclóricas, grupos de dança...
 *Também estamos recebendo inscrições de escolas, instituições, grupos de idosos, comunidades, colônias de férias, etc que quiserem participar das atividades do Forinho. Podem passar o dia todo se divertindo!  Temos atividades das 9h até 17h.
*Se sua escola ou comunidade tem um projeto interessante... fale conosco.
*Para inscrever sua atividade, sua escola ou se inscrever como voluntário:  forinho@cataventus.org.br

*Se você quiser juntar sua marca com um grupo de sucesso...Esta é a hora. Já temos algumas parcerias de peso, tais como:
  - Prefeitura de Porto Alegre, com a estrutura do evento;
 - Trensurb, trazendo os alunos de escolas do entorno das estações;
  - Usina do Gasômetro, com espaço para as reuniões;
  -Lojas Picorrucho, com as camisetas personalizadas para os voluntários, além de suporte no evento; 
 *Se sua escola fica no entorno de alguma estação do Trensurb, faça contato comcteixeira@trensurb.org.br e obtenha as passagens cortesia.
 * Estes são os primeiros parceiros, mas você também pode participar e deixar sua marca num grande evento para conscientização das crianças "para um mundo melhor...  um outro mundo possível, agora necessário e urgente".
 *Se você quer ajudar na montagem e organização do Forinho, participe da nossa próxima reunião: dia 30/10/2013, às 16h, na Usina do Gasômetro – Térreo – Galeria dos Arcos
 *Já temos várias inscrições de escritores. Nas próximas edições vamos contando as novidades.
 Junte-se à nós!
 Informações pelos telefones: (51) 3334 5155 ou (51) 9902 1716  e-mail: forinho@cataventus.org.br
 Esperamos você. Grande abraço!
 
Erica Mylius
Presidente da Cataventus
Coordenadora Geral do Forinho
Fone: (51)3334-5155/(51)9902-1716
www.cataventus.org.br
Facebook: Grupo Cataventus

EDITORA SARAU DAS LETRAS E TRILCE EDICIONES CONVIDAM PARA LANÇAMENTO DA OBRA VENTO DA TARDE DE RIZOLETE FERNANDES


Amigos: segue convite para o lançamento do livro Vento da tarde, de Rizolete Fernandes (Sarau das Letras / Trilce Ediciones).
Será no próximo dia 28 de novembro (quinta-feira), às 18h, na Sede da Academia Norte-rio-grandense de Letras,
na Rua Mipibu (Natal-RN).
Abraços
David Leite
Clauder Arcanjo
Editora Sarau das Letras

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

POESIA PARA MUDAR O MUNDO - EBOOK DA EDITORA BLOCOS ONLINE GERIDA PELOS POETAS LEILA MÍCCOLIS E URHACY FAUSTINO

http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/obrasdigitais/mudarmundo/01/index.php


 LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA VIRTUAL POESIA PARA MUDAR O MUNDO


Amigos/amigas,
com muito orgulho e alegria informo o lançamento da nossa antologia virtual "Poesia para mudar o mundo" em Blocos Online, a partir das 23.50 h. de hoje, quarta-feira, com chamada de capa em Blocos Online (basta clicar na imagem do mundo).  Antecipei alguns dias o lançamento, devido aos feriados do dia 15, 19 acompanhados dos respectivos pontos facultativos.
Se alguém vir um erro de grafia ou de formatação em algum verso, peço que me escrevam, que alterarei imediatamente. Não dá para alterar nenhum poema ou mudar os dados biográficos, dá, apenas, para consertar algum erro que por acaso tiver escapado à revisão.
Na parte debaixo de cada página, clicando no logo colorido de Blocos volta-se à página de entrada; e clicando-se na seta abre-se a última página, dos créditos.
Peço que divulguem ao máximo nosso ebook, porque quando mais espalharmos sementes poéticas, mas esperaremos que elas deem bons frutos a um número maior de pessoas.
Espero que todos apreciem esse exaustivo, mas prazeroso trabalho, feito com muito carinho. Eu, pessoalmente, estou plenamente gratificada, porque considero esta uma excelente antologia. E agradeço a todos vocês que participam dela e que contribuem com sua literatura para que o mundo mude para melhor.
Com amor aos poetas e à poesia,
Leila Míccolis

-- 
Blocos: http://www.blocosonline.com.br
Leila Míccolis: http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/index.htm 
Urhacy Faustino: http://urha.blogspot.com

POESIA PARA MUDAR O MUNDO


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CONVOCATÓRIA POÉTICA LITERÁRIA NA FEIRA DO LIVRO DO AUTOR POTIGUAR - STAND DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN DIVULGANDO O AUTOR PAPA JERIMUM - NO FESTIVAL LITERÁRIO LUSO BRASILEIRO EM NATAL/RN - ORGANIZAÇÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE NATAL - FUNDAÇÃO CAPITANIA DAS ARTES

Natal em ritmo de festa literária.
De 06 a 09 de novembro de 2013 no Largo da Praça Augusto Severo, realiza-se o Festival Literário de Natal com o Encontro de Escritores Lusos e Brasileiros, organizado pela Prefeitura da Cidade de Natal/RN. Gestão de Carlos Eduardo, assessorado pelo poeta Dácio Galvão, presidente da Fundação Capitania das Artes.
Esse ano foi agregada a Feira de Livros Potiguares, para felicidade e deleite dos leitores e escritores natalenses. Oportunidade de intercâmbio cultural e divulgação  e difusão de suas obras.
Gostei muito dessa nova versão, que tem tudo para crescer a cada nova edição.
Convido os autores para se fazerem presente com suas obras, suas falas, suas divulgações e contatos e  confraternizarem-se com o público leitor e os autores convidados em uma grande e efervescente troca de letras, palavras, experiências.
Desejo realizar às 18h, no stand da UBE/RN, presidida pelo poeta Eduardo Gosson, sarau com declamações, leituras, depoimentos. Esse evento será possível se você estiver presente.
Leve seu livro, sua voz, seu encanto... o encanto da terra potiguar para brindar com os seus leitores e os autores estrangeiros e nacionais que nos possibilitam um contato humano para troca de talento e fraternidade literária.
Agreguem máquinas fotográficas, filmadoras, telefones.
Entrevistem, apreciem, declamem, aplaudam, deliciem-se. É o sabor da literatura.

Hoje, espero você lá.

Abraço

domingo, 3 de novembro de 2013

"PIPAS" E "O DIA EM QUE O BOI FALOU" DA AUTORIA DE JANIA SOUZA





Hoje, desejo compartilhar com vocês dois textos meus. Um poético. Outro prosa. Ambos hospedados em www.escrita.com.br. A hospedagem é gratuita. A leitura também. Eles, dentre outros meus, não são os mais lidos do site. As contagens de leituras para os mais lidos são enormes. Dá-me vontade de ser até um desses vencedores da escrita. Porém, sinto-me imensamente contemplada com as vezes que sou lida. Pois ser lido é o maior desejo do escritor. E ser lido, também, por quem não conhece o autor, é ainda mais gratificante. A obra toma corpo. Seu espírito amplia-se e invade o consciente e até o subconsciente de quem se deleita no mergulho da viagem das letras.

As leituras de meu poema "Pipas" corresponde a uma edição de um livro impresso. Contagem atingida em um curto espaço de tempo. Postagem e verificação.
O meu texto, prosa, lenda potiguar adaptada, foi-me contada por Maria das Dores, Senhora que trabalhava junto a uma empresa prestadora de serviços da empresa em que labuto. Pedi permissão a mesma para escrevê-la e registrar um acontecimento inusitado de nossa terra. Real ou fictício, não importa. O fato é que é bastante bizarro. Chega ao cômico e lúdico. Aproveitei para inserir uma mensagem como qualquer criador. A mão do escritor não deixa a história sem acrescentar a sua inspiração, razão do maravilhoso labutar as palavras em sua riqueza de matizes diversas e várias. Foi o primeiro texto que inseri no site escrita da Editora Komedi a convite, por ser sua parceira em coletâneas: Komedi e Nau em diversas edições. Resultado, surpresa quando retornei e observei que a leitura do texto correspondia a precisamente três edições escritas. Fantástico o poder incontestável da web.

Apresento-lhes mais uma vez: Pipas e O Dia em que o Boi falou

PIPAS
JANIA MARIA SOUZA DA SILVA

Resumo: 

Para o poeta Pedro Luis Lópes Pérez e sua poesia, especialmente Claras Cometas (LIRA)
Amo as pipas de minha infância
pétalas de alecrim e açucena
carregam cordéis em seus sonhos
enchem-me com versos e esperança.

Em seu bailado de estrelas

soltam-se à liberdade do vento
despreocupadamente singram outros mares
sempre ao sabor do tranquilo pensamento.

Do infinito, buscam incansáveis a luz

fulgurante, que ofusca, que encanta.

Vorazes em suas belezas seguem bem adiante

para se encantarem e formarem uma só estrela
lá, onde só se respira paz e a doce ternura
de um sorriso de criança que ficou para trás.

Seu coração ansioso e tristonho, doido com a partida

não compreende ainda a ingratidão das pipas
que num voo sem retorno levaram sua alegria. 
O DIA EM QUE O BOI FALOU
O dia em que o boi falou
JANIA MARIA SOUZA DA SILVA

Resumo: 

História inusitada das terras do vale do Ceará-Mirim/RN abordando a questão da escravatura - usurpação do trabalho humano e seus direitos
O dia em que o boi falou

Conta-se que pelos idos do ano da graça de Deus de 1.889, ano da Abolição da Escravatura em terras brasilis, nas glebas do vale do Ceará Mirim dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar, província do Rio Grande do Norte, mais precisamente na Fazenda Timbó de Dentro, , sendo o patriarca a personagem desse fato inédito, a seguir relatado.

O Senhor dos Escravos, dono do engenho, mandou o escravo trabalhar no domingo, dia consagrado ao descanso pela fé católica e assimilado pelo negro trazido do continente africano como escravo para fazer funcionar a produção do engenho com a finalidade de oferecer uma grande quantidade de açúcar para o comércio com o resto do mundo. O Escravo saiu do quintal da senzala e percorreu veloz o verde campo até o enorme pasto a perde-se na linha do horizonte, circundado por árvores frutíferas e verdejante canavial. Chegando lá, rumou para a sombra de uma gigantesca mangueira onde o gordo boi ruminava tranquilamente a sua digestão matinal. Posicionou-se frente à majestade do boi e com ares de senhor, mandou-o levantar-se para a labuta diária. O Boi fez descaso da ordem. O Escravo pôs-se a gritar, bramindo uma vara de catucar. O Boi muito tranqüilo com seus grandes e mansos olhos replicou para espanto do escravo, que ficou estarrecido na sua incredulidade.
- Mumm! Mumm! Escravo desobediente às Leis do Divino, eu vou descansar, pois não tenho descanso nem domingo, nem feriado. Mumm! Mumm! – continuou a ruminar indiferente aos olhos esbugalhados de espanto do escravo.
Esse deu meia volta sobre si mesmo como se tivesse assistido “O Exorcista” e saiu em disparada de volta para a sede da fazenda, sem olhar uma única vez para trás. Chegando ainda esbaforido, arquejando com a correria, foi em busca do senhor e relatou o quê o boi amotinado havia falado. Logicamente, o senhor não acreditou e contrariado com a suposta esperteza do subordinado, concluiu que tudo era pura invenção do astucioso negrinho. Mesmo assim, foi lá ter com o boi, para comprovar a criatividade do moleque escorão que não queria trabalhar. Percorreu a cavalo com suas vestes vistosas, chapéu e botas cano longo, o mesmo caminho d’antes vencido pelo seu escravo e, enfim, avistou a grande mangueira e o majestoso animal a ruminar tranquilamente no seu descanso dominical. Dirigiu-se para o local. Apeou e aproximou-se do boi. Esse, indiferente, nem se deu ao trabalho de fitar o senhorio do engenho. O Senhor do Engenho com toda pompa de dono de todas as coisas ao seu redor, olhou o Boi arrogantemente com ar autoritário.
- Boi! Levanta para trabalhar! Tenho que preparar um carregamento de açúcar para embarcar no navio em Natal com destino à Inglaterra. – disse o Senhor enfurecido.
O Boi nem se mexeu e calmamente continuou no seu canto a sombra refrescante da enorme mangueira, que deixava cair deliciosos frutos maduros, para o banquete do majestoso animal de carga e tração, pois ele puxava o carro de boi que cantava todo dia por entre as estradas de barro vermelho do verde canavial, quando o sol acordava preguiçoso e os pássaros bailavam no ar. Incansavelmente atravessava o dia até a despedida do púrpuro astro rei, que turvava de prata e vermelho as mansas águas do Ceará Mirim, banhando a imensa plantação.
- Boi! Não tire minha paciência! Vou mandar açoitá-lo, pois tenho pavio curto. Arra! Eu mesmo vou açoitá-lo. Você tem que trabalhar! – esbravejava o senhorio com a chibata levantada para cair no couro do boi.
Foi quando se ouviu um forte mungido do sábio animal.
- Mumm! Mumm! Não vou trabalhar, pois descanso em dias de feriado. Mumm! Mumm! – disse firme e decidido o valente animal e continuou ruminando tranquilamente na sua posição dolente.
O Senhor ficou petrificado com a mão no ar. Considerou rapidamente num lampejo de consciência: “Ainda bem que não mandei mais gente para desmentir o escravo ladino. Pois não é que o boi fala mesmo! Deve ser coisa do Todo Poderoso ou do demo. Pois não é que esse bicho nem tendo sido catucado ou relhado foi trabalhar!” - O Senhor voltou-se para o escravo, que era o único ser vivo naquele lugar, além dele, a presenciar tamanho descalabro.
- Se você falar a respeito dessa ocorrência, mandarei matá-lo! – disse e montou veloz no cavalo abandonando num sopro de vento a contenda com o Boi, que, tranqüilo, continuou no refrigerado da mangueira com o sol a pino sobre o canavial.
O obediente escravo saiu caminhando calmamente e daquele dia em diante, todos que passavam pelas terras do Ceará Mirim ou pelas suas redondezas ouviam contar a história do boi que falou, pois o escravo encarregou-se de espalhar o cômico e inacreditável ocorrido. O fato chegou aos ouvidos do Senhor de Engenho que mandou chamar o Capitão do Mato e ordenou a morte do escravo fofoqueiro no pelourinho da fazenda. Por triste coincidência, na hora em que o escravo exalava seu último suspiro, chegava a cavalo conduzido por um peão das vizinhanças a notícia de que a Princesa Isabel, a Redentora, libertara todos os escravos em terras brasileiras, acabando o suplício dessa gente. Gente africana sequestrada do seio da terra mãe, para ser forçada a trabalhar para enriquecer o colonizador português. Gente destituída de todo e qualquer direito, principalmente da própria condição de ser humano, pois o negro era tratado como objeto, ferramenta de trabalho. Longe da nova prática dos Direitos Humanos. Bravo povo, que mesmo contra a vontade de vir para as terras tupiniquins, participaram ativamente da construção da nação (identidade) brasileira.
Nos conta Maria das Dores que o Capitão do Mato ficou traumatizado e relatou a seu pai essa história, que era do conhecimento de toda a comunidade.
Desse engraçado episódio tira-se a grande lição: trabalho e repouso são intrinsecamente dependentes e sumamente necessários. O trabalho dignifica e provém a sobrevivência do homem, mas na dosagem exata, pois sem lazer o homem estressa. Produzir é importante para suprir a vida, mas também é necessário não deixar a fadiga abreviar os anos de vida e de lucidez. Há necessidade de equilíbrio para todas as forças que operam na natureza, talvez seja por isso que Deus trabalhou tanto em seis dias e descansou ao sétimo dia. Ato que valoriza, nos velhos ensinamentos da humanidade, o tão decantado repouso, fonte inesgotável da renovação do vigor do homem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

NOSTALGIA, COLETÂNEA POÉTICA DO ESCRITOR JANILSON DIAS DE OLIVEIRA, LANÇADA EM SETEMBRO 2013 NO INSTITUTO FEDERAL DA AV. RIO BRANCO E NA LOJA MAÇÔNICA BARTOLOMEU FAGUNDES EM NATAL/RN.

Com Amor e Poesia

                                                         Do universo literário potiguar, germinado e frutificado na poesia esmeraldina do vale do Ceará-Mirim, gleba de barões canavieiros e linhagem literária de fidalguia, brota a nobre caneta poética de Janilson Dias de Oliveira.
                                                         Excelente artífice, que é, comprovadamente pelos testemunhos de suas comendas, louros e honrarias, oriundos dos quadros da Engenharia do RN (UFRN) com raízes profundas na Escola de Artífices de Natal, posteriormente elevada à Escola Industrial, Escola Técnica Federal, Centro de Ensino Federal de Tecnologia e, atualmente, Instituto Federal do Rio Grande do Norte, Janilson Dias de Oliveira consagra-se também como artífice do poema ao brindar o público com vasta produção de obras solo na linguagem dos versos falantes à alma desde que labuta na árdua seara da palavra.
                                                         Com amor e poesia, recheia seus dias e suas noites incansavelmente para prazer do seu leitor, que se depara com temas que varrem desde a sua sensualidade quente, viaja por estradas floridas com saudades, beijos, desejos, humor com pontadas de nostalgia, sentimento que empresta a presente obra seu sugestivo título.
                                                         “Nostalgia” nasce fluída pela energia efervescente da criatividade e talento do autor que convida a um passeio leve e descontraído, por vezes bem humorado na travessia de seus sentimentos e emoções desfolhados com carinho pelo brilho da sua poética materializada na presente obra.
                                                         Escreve canção nas “... folhas perfumadas das flores” e canta seu amor. O amor que teve, que tem, o amor ideal para sua alma de poeta habitante no nirvana das letras e dos sonhos.

“E quando a noite se acaba
Continuo te amando
Fazendo poesias sem palavras”

                                                         Em seus versos, busca ir além da razão e das fronteiras da imensidão de um universo íntimo, profícuo e encantador em suas cores e falas.
                                                         Mergulha em suas questões de alma e razão ao declarar com força em verso:

“Saudade é sentimento que aproxima os ausentes
O impossível só é possível para o sonhador.”

                                                         No poema “Temor e Decisão” aborda a fragilidade humana e deixa suas considerações grafadas ao proclamar:

“Os meus sonhos são nuvens que se esvoaçam no ar
Meus sentimentos são frágeis e me causam medo
Meu amor é chama que o vento não pode apagar
Meus temores são como água que escorre entre os dedos.”

                                                         A poética de Nostalgia é forte, máscula, viril, quente, ardente, sensível. Tem por baluarte a sensibilidade, o carinho, o afago presente no coração do poeta Janilson Dias de Oliveira a se desmanchar fagueiro sobre seu amor, sua praia, seus dias e noites, suas contemplações e principalmente seus sonhos, resgatados nas velas translúcidas da saudade, porém deixando-o seguir sem magoas, sem dores por novos e fantásticos horizontes.

“O amor é a simbiose perfeita
Sentimento puro de incontida felicidade
Mesmo acabando pode ser refeito
Quando ausente provoca saudade.”

Jania Souza

Poeta, escritora, artista plástica. Sócia: SPVA/RN; UBE/RN; AJEB/RN; APPERJ; Clube dos Escritores de Piraçicaba; Poetas Del Mundo

6to FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEÑA NO URUGUAI


Amigos/as: los esperamos ese día tan especial de Música Popular Brasileña!

Se agradece difusión!

MÁRIO LÚCIO, POETA, MÚSICO, ATIVISTA CULTURAL, VENCE FESTIVAL FMPB 2013 E REPRESENTA O RN NACIONALMENTE E, AMANHÃ, ESTARÁ NO LANÇAMENTO DO CD "MESTRES DO NOSSO SAMBA" COM SUA MÚSICA "ME BELISQUE" NA VOZ DO CANTOR POTIGUAR ISAQUE GALVÃO. ESTARÃO PRESENTES GRANDES NOMES DA MÚSICA CONTEMPORÂNEA POTIGUAR - SOLAR BELA VISTA


Meus sinceros agradecimentos pelo seu carinhoso apoio no Festival MPB 2013. Informo que nossa canção TOADA PRA CECÍLIA foi premiada com o PRIMEIRO lugar e vai agora representar nosso estado no Festival das FM do Brasil.
Um grande abraço,
Mário Lúcio 


Acontecerá amanhã, dia 25 Out Sexta feira, às 20 horas, no Solar Bela Vista, o lançamento do CD "Mestres do Nosso Samba" . Trata-se do resgate dos melhores sambas de autores potiguares, desde Raimundo Olavo até compositores atuais.O evento incluirá um show de apresentação de todas as obras incluídas no CD, interpretadas pelos melhores vocalistas da cidade, como Debinha, Agarci, Damiana, Carlos Zen, Camila, Valéria Oliveira, Crystal e ao final o cantor Isaque Galvão interpretando o samba "Me belisque" de Mário Lúcio, acompanhados por uma maravilhosa Banda de Samba. A entrada é franca. Contamos com sua presença.' Té lá

sábado, 12 de outubro de 2013

DIA ESPECIAL - PADROEIRA DO BRASIL, MÃE DE TODOS, PRINCIPALMENTE DE TODAS AS CRIANÇAS, AS LITERAIS E AS METAFÓRICAS. AQUEÇAM-SE NA LUZ DA FELICIDADE, DA ALEGRIA DE DOCES MOMENTOS EM FAMÍLIA E COM AS CRIANÇAS DO MUNDO QUE NECESSITAM DE UM SORRISO, UM ABRAÇO, UM AFAGO, UMA PALAVRA DE CARINHO E DE ESPERANÇA, POIS SE NÃO PODEMOS FAZER TUDO, PELO MENOS PODEMOS DEDICAR NOSSO TRABALHO, NOSSA PALAVRA, NOSSA ESPERANÇA DE MARAVILHAS A TODAS AS CRIANÇAS DO UNIVERSO! FLORES DE ESTRELAS PARA AS CRIANÇAS. BEIJOS! COMPARTILHO COM VOCÊS MINHAS ETERNAS CRIANÇAS QUE SÃO A RAZÃO MAIOR DO MEU VIVER.

MEUS FILHOS COM OS SIMPSONS - DA ESQUERDA PARA A DIREITA, PATRÍCIA TERESA, HOMMER, VICTOR HUGO, BRUNO SÉRGIO, LISA E BART - SHOPPING NATAL 2013

EU COM A FELICIDADE, MEU NETO PEDRO LUCAS, REPRESENTANDO TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO QUE ABRAÇO COM MINHAS PALAVRAS - BOSQUE DOS NAMORADOS/PARQUE DAS DUNAS, NATAL, RN - BRASIL



Preguiça dos Anos

(Jania Souza)


distantes vão os dias
em que inocente, sorria
meiga e traquina
contava os dias para ser grande
dias que não vinham com a rapidez dos meus sonhos
agora me deleito a captar a preguiça dos anos

feliz, descubro que novamente sou criança



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

AS GARRAS DE SEU JOÃO, COMPARTILHO ESSE TEXTO QUE ACABO DE FINALIZAR SOBRE CRIANÇA, FESTA, BRINQUEDOS COM O QUAL FRISO A IMPORTÂNCIA DE SER E VIVER COMO CRIANÇA - JANIA SOUZA


As Garras de Seu João


Jania Souza, Natal/RN - Brasil

Diante dos olhos semicerrados descortinava-se uma densa e impenetrável névoa de fumaça. As meninas lacrimejavam por trás dos trêmulos cílios, que protestavam freneticamente contra a agressão da poluição. A cortina esbranquiçada encobria um metro, dois, três... atingiam quase, em sua inocente e despreparada avaliação, a barreira do quilômetro. Os pulmões não conseguiam realizar a sua natural função, respirar. Estavam em seu limite de capacidade de purificar o oxigênio necessário à sobrevivência. Parecia que iam explodir a qualquer momento como frágeis bolas de encher. Belas bexigas coloridas que agradam tanto à criançada soprar e soltar, pela sua leveza e alegre saltitar no ar.
Encontrava-se bela, toda ataviada com saias rodadas e coloridas. Laços de fitas multicores presos ao tecido e aplicações de delicadas rendas adornavam o figurino de época. As rendas foram feitas com enorme carinho pelas habilidosas e talentosas mãos de sua avó e caiam tão bem no vestido matuto, proporcionando-lhe um estilo alegre e vistoso.
Parada em frente à rua, não conseguia mexer-se. Não conseguia divisar o cenário da rua. Essa, dantes tão calma, ornada pelas alegres fachadas das casas regionais de sapé e pau a pique, tinham telhado baixo de duas águas, paredes pinceladas com hidrocor ou com a simplicidade da cal, sumira literalmente do campo da sua visão num turbilhão de enormes nuvens de fumaça.
Não conseguia visualizar as casas espaçadas. Separadas por cercas de vara e de plantas, que tinham a estrada batida a barro formatando a rua. Nesse exato momento, as salas das casas, estavam mergulhadas na sagrada hora da Ave Maria. Era precisamente dezoito horas, instante dedicado à reflexão aos céus. Era o momento em que todas as fogueiras eram acesas para homenagear São João. A comunidade seguia o ritual realizado pelo pai do Santo, Zacarias, quando anunciou em agradecimento o seu nascimento pela graça de Deus. Os devotos continuaram a tradição de homenagear João e a suplicar suas intermediações. (A tradição garantia que todos os pedidos dirigidos a ele, quando se acendia a fogueira, teriam sua pronta intercessão junto ao Criador em nome de Jesus Cristo, advogando a favor do pedinte. Esse rito cristão desembarcou em solo brasileiro pelas mãos dos colonizadores portugueses, inicialmente pela catequese dos jesuítas antes da perseguição a esses pelo Marquês de Pombal e estendeu-se pelo vasto império de Janduís, chefe tapuias e, também, pelo dos potiguares, onde edificaram o complexo das missões na lagoa de Extremoz).  Defronte a porta de cada casa havia, de acordo com a tradição, uma enorme fogueira feita com toras e lenha de madeira, cuja queima duraria a véspera e o dia do santo homenageado com bandeirolas, balões coloridos tanto nas casas, lanternas, como no céu, passando iluminados como se fossem estrelas levados pelo vento. O perigo não era muito representativo, a cidade ainda não abandonara as fronteiras rurais, sendo de pequena dimensão. E o balão encantava todos os corações, principalmente os que se preparavam para as quadrilhas e a disputa dos cantadores de viola e emboladores de coco.
Apesar da cegueira momentânea, a menina, na sua ansiedade festiva, não retrocedia. Queria vislumbrar e registrar as peculiaridades daquele instante ímpar em sua vida. Na cidade grande, capital do estado, Natal, cidade onde morava, essa festa não era comemorada com tamanha amplitude. Nunca vira. Nesse momento, jovens faziam adivinhações (simpatias da tradição portuguesa, passadas de pai para filhos) desejosas de desvendar o próprio futuro. Descobrir o futuro companheiro, marido, pois caritó era uma maldição imperdoável por esses lados. Corriam frenéticas levando em suas mãos pratos, copos, alianças, velas. Escondiam-se atrás da porta rezando o Pai Nosso; ao ouvir o primeiro nome masculino pronunciado após ser acesa a fogueira, tinham o nome do felizardo que as acompanharia pelo resto da vida. Os deslumbrantes vestidos para a quadrilha já se encontravam engomados a ferro de carvão a lenha com muita goma e estavam dispostos sobre as cadeiras e camas com os adereços para compor o figurino final. Chapéus de palha, fitas, rosas, lenços coloridos, colares, brincos, pulseiras, aguardando os belos corpos que ataviariam. Enfeitar-se era a ordem do dia e o principal adorno era a expressão feliz em cada rosto.
Lentamente, a visão começa a adaptar-se ao novo panorama. Percebem-se cabecinhas correndo de um lado para outro. Som de sanfona, triângulo e zabumba em algum lugar distante. Tica ainda toma banho de lata no quarto improvisado como banheiro. A casa não disponha do luxo de um sanitário, muito menos de um chuveiro. Ela quer está cheirosa, bonita e com roupa nova, tipo modelo de artista para fascinar seu pretendente. Zé Lucas vai tocar forró às 10:00h lá para as bandas dos Pereiros. Não se sabe se vai haver sapos no caminho. A população deles é simplesmente enorme na região. Pulam e amontoam-se por todos os cantos da cidade. Tem de todos os tamanhos. Pode ser que fujam das fogueiras com medo de serem assados vivos. Até no verão eles enlouquecem quem sente pavor de suas aproximações. O rio Mossoró é um grande celeiro de sapos. Na realidade, eles são tônica constante nas terras do nordeste onde abunda água. Quando chega o frio, eles saem das redondezas do seu habitat natural, para se aventurarem por longos caminhos em busca de alimentação, principalmente após às cinco horas da tarde. Dessa forma, a cidade de Mossoró e outras adjacentes por longas léguas, latitudes e longitudes, num plano cartesiano que extrapola os limites da chapada do Apodi, são inundadas por essas criaturinhas que pulam de um lado para o outro em busca de insetos. Além de seu predador natural, a cobra de caçote. Tudo indica que os batráquios querem aconchego longe da friagem da água noturna do rio. Contudo, seu figurino não é nada amigável. Muito menos a gélida temperatura dos seus corpinhos disformes, reforçando a filosofia de que beleza é padrão definido por cada espécie. Tica não se importava com eles. Nascera aí. Criara-se entre os sapos do rio como qualquer habitante da cidade. Contudo para os visitantes, vindos de outras realidades geográficas, os sapos representavam um transtorno, puro constrangimento, incitando o pavor pelos horrendos animais de vida ecológica totalmente correta. Para a menina, significava a negação do paraíso. Porém, essa era uma noite especial. Embora fria, a temperatura estava levemente aquecida pelas fogueiras. Isso permitia a segurança de movimento. Compreendeu que poderia circular livremente e apreciar com entusiasmo os encantos da noite que começava de forma avassaladora em suas surpresas.
Vagarosamente, tentando acostumar-se a densa neblina de fumaça, penetra na harmonia da festa e faz comunhão com os devotos no profano das comemorações.
Logo arranja um amigo e juntos realizam os rituais da fogueira.
Soltam traque, estrelinha, enquanto a fome não chega para convidá-los a farta mesa com canjica, pamonha, bolo preto e numerosas guloseimas juninas.
A sanfona (acordeão) chora suas notas alegres e com o triângulo embalam xaxado e baião.
No céu, São João, mais complacente, abençoa seus fiéis devotos e os entrega ao Pai de toda a criação.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PRESENÇA DO RIO GRANDE DO NORTE NA FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT 2013 - BRASIL, CONVIDADO DE HONRA


Primavera ensolarada, leve brisa envolve a cidade do sol, Natal/RN, manhã do primeiro dia do mês de outubro de 2013. O Teatro Alberto Maranhão através da sua diretora Dione Caldas abre as portas do seu salão de honras para receber as editoras e os autores potiguares a convite da governadora Rosalba Ciarlini e da presidenta da Fundação José Augusto, Isaura Amélia Rosado.
Isaura comunica a viagem para a maior feira do livro do continente europeu. Em sua bagagem, os livros dos autores e editoras potiguares apresentados em belíssimo folder com designer composto sob Tapeçaria de Dorian Gray Caldas/1980. Escrito em português (língua mãe) e traduzido para o inglês pelo escritor Nelson Patriota, participante da nobre caravana que ocupará o espaço do stand da Fundação na famosa feira do livro alemã.
O escritor Pablo Capistrano falou em nome dos autores selecionados para o evento e ressaltou a necessidade de tradutores para as obras potiguares para difusão em terras além mar, além idioma português, possibilitando a universalização da escrita riograndense do norte no circuito internacional, inclusive nas redes sociais.
O presidente do Conselho de Cultura do Estado, Dr. Iaperi Soares de Araújo, frisou o marco do importante salto cultural ao transpor novos horizontes com a consistente e rica produção literária potiguar.
A governadora aplaudiu o feito sob coordenação de Isaura e argumentou que mesmo sem recursos, o estado apoiou a organização da caravana fornecendo a estrutura logística para concretização de um sonho de transposição de fronteiras literárias.
Ao término, pousaram para registro do momento histórico.

Editoras participantes com seus autores:

- Fundação Vingt-un Rosado
     Luís da Câmara Cascudo
     Raimundo Nonato da Silva
     Vingt-un Rosado
   
- Manimbu
    Dorian Gray Caldas
    João Alves de Melo
    Iaperi Soares de Araujo
    Diógenes da Cunha Lima

- Jovens Escribas
   Carlos Fialho
   Pablo Capistrano
   Nei Leandro de Castro

- Queima Bucha
   Zila Mamede
   Gustavo Luz
   Aluísio Barros de Oliveira

- Sarau das Letras
   Paulo de Tarso Correia de Melo
   Clauder Arcanjo
   Manoel Onofre Junior
   Rizolete Fernandes
   David de Medeiros Leite

- Sebo Vermelho
   Pedro Batista
   Marlene da Silva Mariz e Luiz Eduardo Suassuna
   Olavo de Medeiros Filho

- UNA
   Marize Castro
   Wellington Dantas Cavalcanti
   
- RN Econômico
   José Lacerda Felipe, Aristotelina Rocha e Giovanni Sérgio Rêgo
   Maria Lúcia de Amorim Garcia
   Nelson Patriota, Tácito Costa, Eliade Pimentel e Clodoaldo Damasceno


 

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Presentación libro y CD en Teatro Agadu, convite de Mariana Moraes





Estimados amigos/as: El 11 de Octubre a las 19.30 hs estaremos presentando el libro y CD Sueños Anclados grabado en Estudios Sondor,  cuya autora es la escritora argentina María Cristina Drese y la musicalización de los poemas de Mariana Moraes.

Será en Teatro Agadu en la Sala Mario Benedetti.
Estaremos presentando además el DVD Susurros del Alma del CD grabado en el año 2011.
La presentación estará a cargo de la escritora y periodista Betty Chiz, coordinadora del Espacio Literario Mixtura.

La entrada es libre.

Los esperamos!!

Lançamento do livro do Poeta JC Bridon - Convite de Arlete Trentini


Poeta e Artista Plástica, Arlete Trentini, convida para sua exposição no Louvre, Paris - Sucesso! Com nosso aplauso e carinho


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Poemas de la brasileña Rizolete Fernandes. XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos.

 Poemas de la brasileña Rizolete Fernandes. XVI Encuentro de
Poetas Iberoamericanos.
http://www.crearensalamanca.com/2013/09/poemas-de-la-brasilena-rizolete-fernandes-xvi-encuentro-de-poetas-iberoamericanos-pinturas-de-miguel-elias/





por Crear en Salamanca

Poemas de la brasileña Rizolete Fernandes. XVI Encuentro
de Poetas Iberoamericanos. Pinturas de Miguel Elías



Crear en Salamanca se complace en publicar algunos textos de la poeta
Rizolete Fernandes, extraídos del volumen titulado Decíamos Ayer,
antología del XVI Encuentro de Poetas Iberoamericanos realizada por
Alfredo Pérez Alencart, poeta, profesor de la Usal y director del
Encuentro. Así escribe Rizolete, como anticipo:


¡Ah ese labio ardiente
esa promesa
que me vuelve hacia ti
creyente
y redimida!





Rizolete Fernandes (Caraúbas,
Río Grande do Norte, 1949). Se licenció en Sociología y desde un
principio comenzó a colaborar en movimientos sociales que trabajaban por
una mayor igualdad social.
Ahora, jubilada de su empleo en la Compañía de Desarrollo Industrial
del Estado, su lucha la hace a través de la escritura. Ha publicado
libros de crónicas y de ensayo histórico. En poesía tiene los
siguientes títulos: Lunas Desnudas (2006), Canciones de Abril (2010) y
Viento de la Tarde (Sarau das Letras / Trilce Ediciones, 2013).
Es miembro de la Unión Brasileña de Escritores (sección de RGN) y del
Instituto Cultural del Oeste Potiguar (ICOP). Todos los poemas han sido
traducidos por A. P. Alencart.







ENSAYO DE VIDA


La vida
orquesta ensayando
día a día
bien un repertorio de adagios
andantes largos
movimientos de emoción
y armonía pura

Bien
una sinfonía desconcertante
maestría ausente
en andantinos y prestos
melodía improvisada
sin cadencia
y partitura

Porque la vida, la vida, la vida
esta grande orquesta
en permanente ensayo
debe ser regida equilibrando
en el extremo de los dedos
el vértigo de lo rápido
y en el alma un suave adagio





RAZONES DEL QUERER


Ella lo miró porque era nostálgico
él la percibió porque era diferente
ella fue a su encuentro queriendo cambiar
él la recibió por querer ser igual
ella vio espejismo como en el desierto
él se hizo sed mirando el oasis
ella osó alcobas desear
él soñó cumbres y se sonrojó

y porque sus ojos fueron ansia
desde que se adivinaran en el salón
resolvieron vivir de ahí en adelante
en flagrante estado de querer







RECUERDOS


No necesito del silencio de la noche
ni del hueco día para inspirarme
Basta el memorar de la infancia
El bullicio de los niños
en la vegetación próxima a la casa
el buenos días del sol en la ventana
y las buenas noches rojas del crepúsculo
en las casas del interior y después
la luz de la luciérnaga en la botella
alumbrando el patio de la hacienda
los bosques verdes o cenicientos
donde el mugido de las reses
al vaquero anima

Inundación bajando por el río
el invierno después arena seca
el hondo pozo en lecho de sequía
exhalando caliente olor
al mediodía
mango dulce madurado en el árbol
júbilo de los pájaros y de los niños
la caída del caballo
cuando me quise amazona
el susto del pie bajo la mesa
encima de la sandalia nueva
preludio del primer beso
que todavía encanta

Sí, yo dispenso al silencio que no crea
¡quiero el alborozo de los recuerdos
donde está la poesía!





ORACIÓN


Señor, en aquel día
que estuviste conmigo por vez primera
yo era niña y aún no sabía
de Vuestra omnisciencia
por eso y aunque llena de candor
apenas me alborozó
Vuestra presencia

La segunda vez
ya adulta y distraída
era noche oscura solo noté
que me regalaste otra visita
cuando ya habías partido
dejándome incólume la vida
e inmersa en fe.






POSTERIDAD


La arrogancia histórica se hace verdugo
al pretender acallarle su voz
robándole el contacto con la cátedra

Más el tiempo vivido en la perversa
cárcel fue en Luis de León
ejercicio de saber, no adverso

La belleza de los campos cercanos
el silencio evocando catedrales
la rusticidad de la clausura
como reafirmación de fe

Y de la mazmorra la salida honrosa
y honrada hacia la vida activa
cantada en cantares de humildad
coro de entonces, eco en la posteridad.









(*)
Este poemario bilingüe, Viento de la Tarde (Coedición Sarau de Letras y
Trilce) ha sido traducido al castellano por A. P. Alencart y se
presentará en el Centro de Estudios Brasileños de la Usal, el
miércoles 2 de octubre.