sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Link para - MANIFESTO JANDUÍS DA SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS E AFINS DO RN 01/08/1998

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O MANIFESTO JANDUÍS é um documento da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN lançado em evento público na Praça André de Albuquerque em comemoração ao primeiro aniversário da entidade fundada em 12 de junho de 1997.

A celebração ocorreu no dia do lançamento do Manifesto Janduís, em 01 de agosto de 1998 com recitais, apresentações de poetas, atores, escritores sobre as ruínas da Galeria do Povo, espaço edificado para apreciação da arte, lançamentos de livros, exposições, apresentações musicais e outras finalidades artísticas e culturais pelo então prefeito, Djalma Maranhão. 

O ato foi concluído após a Lavagem com Sal Grosso da calçada e degraus de acesso ao Palácio do Governo do RN, atual Pinacoteca do Estado.

O jornalista e poeta Paulo Augusto da Silva, um dos fundadores da SPVARN, foi o principal articulador desse importante manifesto dos artistas potiguares com suas reivindicações.


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Sociedade dos Poetas Vivos
Foto: Vlademir Alexandre
Manifesto Janduís


Manifesto Janduis
Paulo Augusto
 1:15’

No ano da graça de 1998, quando se comemoram os 50 Anos da Declaração dos Direitos Universais da Pessoa Humana, o Centenário do historiador e ícone da cultura ??potiguar Luís da Câmara Cascudo, às vésperas do 4º Centenário da Cidade do Natal e no âmbito dos festejos dos 500 Anos do Descobrimento, a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte, congregando poetas, pensadores, artistas, criadores, produtores e apreciadores da arte e da cultura, em geral, vem a público manifestar impressões que configuram um estado de espírito dessas categorias diante do momento sociopolítico e cultural vivenciado no Estado do Rio Grande do Norte, muito particularmente no que respeita ao seu mister e às suas responsabilidades.

Fundada com o propósito maior de aglutinar os trabalhadores da cultura do Rio Grande do Norte, visando oferecer estímulo e subsídios para a consecução de suas práticas intelectuais, a Sociedade dos Poetas Vivos do Rio Grande do Norte, no seu primeiro ano de existência, torna público, para registro histórico, o desconforto com a constatação do marasmo administrativo e crescente desvirtuamento dos órgãos oficiais mantidos com os proventos do Erário, fruto do esforço do conjunto dos trabalhadores potiguares.

Considera-se como ponto pacífico, pelas práticas das seguidas administrações da riqueza pública, nos níveis do Estado e do município, o deliberado alheamento dos gestores no que diz respeito a uma Política Cultural democrática e socializadora dos bens simbólicos, furtando-se de propiciar à comunidade potiguar o usufruto da cultura como gênero de primeira necessidade, tendo em vista a ausência de qualquer programação cultura??l voltada para a maioria da população. Restrita a grupos e estratos selecionados do nosso edifício social, com benefícios freqüentes para um segmento já privilegiado da hierarquia da nossa sociedade, a negligência com a pauta cultural chegou ao ponto de materializar-se na extinção, com votação e aprovação da Câmara Municipal de Vereadores, do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Profinc), no decorrer da atual administração.

A Sociedade dos Poetas Vivos e Afins se dispõe, na medida em que evidencia a inconveniência desse comportamento, oferecer alternativas e solicitar o apoio dessas instâncias administrativas, a fim de colaborar na realização de um programa cultural solidário e de livre acesso, que contemple, em especial, as camadas mais desfavorecidas da população.

Sem pretender assumir o papel inerente ao gestor público, que compete aos governos, em seus níveis estadual e municipal, a entidade se oferece para atuar como um Fórum Permanente de escuta e avaliação, na categoria de Organização Não-Governamental (ONG), apreciando as possibilidades para oferecer visibilidade à produção dos artistas locais, em todo o território norte-rio-grandense, operando numa via paralela aos órgãos públicos já estabelecidos, mas em sintonia com os desejos e aspirações da comunidade de criadores, em especial, dos menos favorecidos.

Assim é que a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins d??o Rio Grande do Norte proclama a pretensão de localizar sua sede nas dependências do Palácio da Cultura, com o estabelecimento de estreitos vínculos com a rede de ensino estadual e municipal, com a manutenção de uma via de comunicação permanente com os Núcleos da entidade instalados nos bairros e municípios, dando existência a um Conselho Popular de Cultura;

E, ainda, a criação de um periódico para a divulgação de suas programações e atividades, aberto a colaborações de entidades e associações congêneres em todo o território nacional; a realização de oficinas e seminários, recitais, saraus e exposições, em caráter interno, externo e itinerante; apresentação de uma programação que ocupe o Palácio da Cultura nos sábados, domingos e feriados; manutenção de rodas de leituras de produções locais e nacionais; concursos para todos os gêneros e especialidades; manutenção de um Núcleo de História Oral; criação das Bibliotecas de Bairros; e criação da Rádio e da TV Comunitárias.

O presente Manifesto Janduís, representando um marco de resistência, nas limitações de sua apresentação, deixa consignado o compromisso de manter a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte como instância receptora e estimuladora das aspirações do artista e do homem norte-rio-grandense, com o firme propósito de oferecer ferramentas, através da cultura, para a busca do equilíbrio e da harmonia no convívio dos que constroem e preservam o Estado do Rio Grande do Norte.

1º de Agosto de 1998

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terça-feira, 29 de setembro de 2026

CAFÉ DA MANHÃ DA AUTORIA DO POETA HORÁCIO PAIVA


CAFÉ DA MANHÃ


“De toda a memória somente vale

o dom esclarecido de evocar os sonhos.”

(Antonio Machado) 



Muito havia a conquistar  -

e quase tudo fora conquistado.


No meio do caminho, afinal, indago:


O que, ao tumulto, sobreviveu?


O que esperar dos despojos

dos dias infinitos?


-  Nada.


Mas, enfim, posso pisar na serpente,

agora morta,

e tomar o meu café da manhã,

serenamente.



 -  Horácio Paiva  




CAFÉ DE LA MAÑANA  *


Mucho había para conquistar

y casi todo fue conquistado.


En medio del camino, al final pregunto:


¿qué, en el tumulto, sobrevivió?


¿Qué esperar de los despojos

en los días infinitos?


- Nada.


Pero, en fin, puedo pisar la serpiente,

ahora muerta,

y beber mi café de la mañana

serenamente.




***(Tradução para espanhol, feita pelo poeta e ensaísta cubano Felix Contreras, e publicada em Havana (Cuba), na revista cultural “El Caimán Barbudo”).



.

sábado, 26 de setembro de 2026

18o. CHÁ DAS LETRAS NA ESCOLA MUNICIPAL HOMERO DE OLIVEIRA EM PARNAMIRIM-RN

Na Biblioteca Professora Dilza Magnólia na mesa dedicada à autora Jania Souza 

Foi muito emocionante participar desse 18o. Chá de Letras das Escola Municipal Professor Homero de Oliveira Dantas na cidade de Parnamirim-RN. Durante o ano os meus livros e dos das escritoras Lúcia Eneida, Mona Lisa Machado e do escritor Chico de Iaiá foram trabalhados na Biblioteca professora Dilza Magnólia pela professora mediadora Gracileide Araújo em sintonia com toda a equipe pedagógica, professoras das turmas do 1º, 2º, 3º, 4º e 5o. Anos do Fundamental.

As crianças desenharam, leram e escreveram sobre as obras literárias trabalhadas a partir da Semana de Literatura da Secretaria de Educação de Parnamirim-RN, que contou na escola com a participação desses autores.

As crianças-estudantes vivenciaram essa mágica  experiência de conhecer as escritoras e o escritor na escola. Nessa se percebe que há uma  extraordinária sinergia profissional entre os componentes da equipe pedagógica. O resultado foi esse grandioso trabalho apresentado no 18o. Chá das Letras. Ele emocionou aos envolvidos na sua formatação e aos convidados no momento de o saborear ao vivo nesse dia primaveril  de 25 de setembro.

Vale salientar a participação do Clube de Leitura dos Pais coordenado pela professora Gracileide Araújo na biblioteca escolar. Ação a interligar a leitura dos filhos com a de seus genitores fomentando e fortalencendo a extensão do trabalho escolar em casa. 

A escola se encontra de parabéns pela qualidade de excelência do trabalho realizado com afinco e amor. Uma produção educacional digna do filho do Brasil, e de qualquer país considerado pela ONU de 1o. Mundo.

Nossos aplausos e gratidão à escola pela oportunidade de podermos contribuir com nosso ofício da escrita para a construção de um mundo melhor para todos através da literatura, que, além de lazer e fornecimento de conhecimento, atua, também, como ferramenta para edificação de uma consciência cidadã participativa no indivíduo contribuindo para embasar a cultura de paz, necessária à coexistência humana.


















quinta-feira, 24 de setembro de 2026

2º DIA DO I FESTIVAL DE RECONHECIMENTO E DIFUSÃO DE REPRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS E CULTURAIS DO RN NO INSTITUTO FEDERAL PRESIDENTE KENNEDY

Organização do I FESTIVAL DE RECONHECIMENTO E DIFUSÃO DE REPRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS E CULTURAIS DO RN 
Escritora Mona Lisa Machado, professor Dr. Paulo servidor estadual e coordenador no Instituto Federal de Educação Superior Presidente Kennedy e a escritora Flauzineide Moura, professora do Dr. Paulo na EE Berilo Wanderley. Ausentes nesse registro as componentes da equipe Kelycia Machado, professora Sayonara e a professora 

Escritora e poeta Letônia - ministrante de oficina 


Diretora Geral do Instituto Federal de Educação Superior Presidente Kennedy, professora Márcia prestigiando as autoras alampeanas. Na ocasião adquiriu livros infantis da autora Jania Souza para presentear seu sobrinho e suas sobrinhas


Após receber autógrafo da poeta e artesã Maria de Fátima 

Escritora Terezinha Martins apresenta sua obra. É também autora da letra do hino da Academia de Letras e Artes de Mulheres Potiguares - ALEAMP 

Vera é artesã de Ceará-Mirim e poeta

Artesã convidada pela alampeana Maria de Fátima 


Amiga da contadora de histórias, escritora, atriz Célia Melo - Bombom e a escritora Mona Lisa

Escritora e historiadora Gorete de Mossoró apresenta suas obras às confreiras da ALAMP




Representante do Município de Brejinho, escritora e artesã Iranete com a Presidente ALAMP e ALEAMP, escritora Flauzineide Moura - organização do evento 

Escritoras Flauzineide Moura, a pesquisadora-escritora Gorete e a poeta-escritora Gilvania Machado, que ministrou na tarde oficina

Célia Melo, a Bombom, conta histórias/estórias aos alunos do fundamental do Instituto Presidente Kennedy. Eles amaram! Conforme declaração 





Parabéns ao I Festival de Reconhecimento e Difusão de Representações Artísticas e Culturais do RN!