quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O RESSUGIR DAS AMARÍLES DA POETA JANIA SOUZA



Amaríles
Lembram-me o sensível poema do poeta Alexandre Abrantes

O Ressurgir das Amaríles

Por Jania Souza 

Nessa Primavera
Ventos, água e brisa
Despertaram Amaríles
Como jamais haviam visto
Os olhos desse mortal
Derramaram-se do vaso, vislumbrei campos
Imaginei pés de crianças felizes
Brincando, correndo, entre elas
E as borboletas tenazes
Sempre em busca de melhorias no dia a dia

As Amaríles
Vieram anunciar bons tempos
De amor, união, entrelaçadas dois a dois
Seus cálices laranja-sol
Derramaram sobre almas
O frescor do bom humor

Sobre o verde de suas viçosas folhas
Clamaram à alegria do viver
A cada novo acordar após a solidão do frio
Do túmulo ressurgiram
Para compartilhar a sede do ser e existir
Lado a lado com o outro.

Não querem a solidão do vazio!



 

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