Amaríles
Lembram-me o sensível poema do poeta Alexandre Abrantes
O Ressurgir das Amaríles
Por Jania Souza
Nessa Primavera
Ventos, água e brisa
Despertaram Amaríles
Como jamais haviam visto
Os olhos desse mortal
Derramaram-se do vaso, vislumbrei campos
Imaginei pés de crianças felizes
Brincando, correndo, entre elas
E as borboletas tenazes
Sempre em busca de melhorias no dia a dia
As Amaríles
Vieram anunciar bons tempos
De amor, união, entrelaçadas dois a dois
Seus cálices laranja-sol
Derramaram sobre almas
O frescor do bom humor
Sobre o verde de suas viçosas folhas
Clamaram à alegria do viver
A cada novo acordar após a solidão do frio
Do túmulo ressurgiram
Para compartilhar a sede do ser e existir
Lado a lado com o outro.
Não querem a solidão do vazio!




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