segunda-feira, 1 de abril de 2019

TRILHA DA MÃE ÁGUA NA COMUNIDADE CATU - NASCENTES DO RIO CATU E ÍNDIOS POTIGUARAS EM SUA RESISTÊNCIA PELA SOBREVIVÊNCIA E PELO RECONHECIMENTO DE UM POVO E DA SUA IDENTIDADE - CACIQUE LUIZ CATU E SEU POVO NOS DIAS ATUAIS


DE ROUPA LARANJA, O CACIQUE LUIZ CATU COM EQUIPE APÓS PALESTRA PARA OS ALUNOS DA UVA, EM SEGUIDA, FALOU PARA O GRUPO DO GUIA TURÍSTICO GIL DA TRILHAS ECOLÓGICAS. ENCONTRO-ME COM O BELO COCAR DA PROFESSORA DA UVA, A QUEM AGRADEÇO O HONROSO EMPRÉSTIMO

Um dia encantador de descobertas e aprendizagens vivenciadas durante a trilha: Experiências na Aldeia Potiguar CATU no município de Canguaretama no estado do Rio Grande do Norte no Brasil.
Conhecemos uma comunidade que preserva suas raízes indígenas, principalmente identidade e tradição em tempos atuais, praticando agricultura de hortaliças e fruto-granjeiro natural sem a utilização de agrotóxicos,  embora esteja cercada pelos canaviais das usinas de açúcar e álcool, especialistas em combate às pragas do campo com esses componentes químicos, que destroem as plantações e danificam a saúde da terra e a de seus habitantes.
Nessa terra tão próxima e, também, tão longe dos centros urbanos pela distância e pela falta de visibilidade por se encontrar cercada por todos os lados por um oceano de cana a perder-se de vista na linha do horizonte, chegamos de ônibus fretado por Gil, o organizador e promotor da empresa Trilhas Ecológicas para desvendar esse paraíso da Floresta Atlântica com todas as suas possibilidades naturais e aventuras.
Fomos recebidos às 8h da manhã e despedimo-nos às 15h e 30 min do sábio e culto anfitrião, CACIQUE e PROFESSOR da rede municipal de ensino formado em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú - UVA, Luiz Catu acompanhado por sua equipe, que nos levou através da Trilha da Mãe ÁGUA e desvendou muitos mistérios da Mata.
Tomamos café e almoçamos no Restaurante de Dona Nena com excelente cardápio do local. Melão, beju, bolo preto, bolo de macaxeira, ovos fritos, salsicha (aculturação do mundo contemporâneo), café e sucos.
Ao retornar da caminhada de 10km, mortos de fome e cansados, o abundante almoço já estava a espera dos aventureiros de finais de semana. Havia três tipos de feijão para consumo: fava, preto e Verde, todos excelentes (tive a ousadia de prová-los. Deliciosos!); peixe (do viveiro) e carne de sol fritos; farofa d'água; macarrão; arroz; batata doce; macaxeira e suco de goiaba. Após o almoço foi servido pela própria chef Dona Nena um copinho com doce de coco para cada um dos convivas. Maravilha! E segui, após a degustação, para descansar no balanço, enquanto ouvia a palestra excelente do Caciqu Luiz CATU para a turma de alunos da UVA sobre vida, direitos e reivindicações dos povos indígenas.
Outros participantes deliciavam-se em redes de balanço armadas pela varanda e embaixo das árvores. Outros preferiram refrescarem-se na preciosa água do rio Catu, que passa pelo agradável restaurante edificado em taipa, dando o toque tradicional as primeiras construções. Lembro que parte do teto do alpendre é de palhas de coqueiro aumentando a sensação de frescor e bem estar entre o verde e flores da mata depois da chegada do ameno outono.


A DANÇA DE AGRADECIMENTO À TERRA MÃE PELA ACOLHIDA NA VOZ DO CACIQUE TOCANDO MARACÁ E CONDUZINDO OS PASSOS DA DANÇA INDÍGENA COMO ÚLTIMO ATO DA VISITA E CONCLUSÃO DA PALESTRA

OS ALUNOS DA UVA DA MATÉRIA POVOS INDÍGENAS RECEBERAM CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO NA PALESTRA DAS MÃOS DO PRÓPRIO CACIQUE E POSARAM PARA O REGISTRO HISTÓRICO DE UM MOMENTO INESQUECÍVEL E IMPORTANTE PARA SUAS RAÍZES E PARA SUAS VIDAS PROFISSIONAIS





VEJAM QUEM EU ENCONTREI, A PROFESSORA DE MUTIMÍDIA DA ESCOLA ESTADUAL BERILO WANDERLEY E QUE RECEBEU MEUS LIVROS PARA A BIBLIOTECA DA ESCOLA. ACREDITO QUE ELA LEVARÁ ESSA MARAVILHOSA EXPERIÊNCIA NA ALDEIA CATU PARA OS SEUS ALUNOS























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