sexta-feira, 6 de maio de 2022

MOACYR GOMES DA COSTA PELO ESCRITOR IRMÃO, CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES EM SEU BLOG - HOMENAGEM AO ARQUITETO DO HISTÓRICO MACHADÃO E OUTRAS OBRAS


http://cmirandagomes.blogspot.com/2022/05/moacyr-gomes-da-costa-no-cenario.html?m=1

MOACYR GOMES DA COSTA

No cenário bucólico do Seridó, o jovem bacharel José Gomes da Costa assume o cargo de Adjunto de Promotor de Justiça, em Caicó e, de pronto, reinicia um namoro interrompido e contrai núpcias com sua amada Maria Ligia de Miranda Gomes em 04 de setembro de 1926, quando esta tinha apenas 15 anos, com a presença do Patriarca da família “Gomes”, o Coronel João Gomes da Costa, proprietário da Fazenda Pitombeira (Taipu-RN) e líder político na região.

Dessa união, que assistiu íntegro o passar de meio século, nasceram nove filhos – o primogênito foi Moacyr, parido de uma gravidez de alto risco, agravada pela pouca idade da mãe – apenas 15 anos, o que levou “Mãe Quininha” (mãe do Monsenhor Walfredo Gurgel) a comentar com o amigo comum Dinarte Mariz, sobre o perigo que corria Lígia de Zé Gomes, cujo nascitura estava em posição inversa à natural e que não teria habilidade para resolver o problema.

O amigo, político influente na região, mandou motorista em seu automóvel até Currais Novos para trazer o renomado médico Mariano Coelho (médico que ficou na história).

Pelos dotes competentes do médico e pelas mãos santas da parteira Mãe Quininha, nasce de parto laborioso Moacyr Gomes da Costa em 07 de junho de 1927.

Depois chegaram outros filhos – Fernando, Therezinha, João, Lêda, Elza, Carlos, Socorro e José Filho, os três primeiros e a quarta já estão em outra dimensão da vida.

O menino Moacyr teve uma infância e adolescência normais, mas sem fartura, mas cercado do carinho e do desvelo dos muitos familiares do lado dos Miranda e dos Gomes da Costa. Muitos tios, tias, avós e primos. Nada lhe faltou.

Em Natal desenhou a sua mocidade, entre as dunas das cercanias da cidade e o rio Potengi, enriquecida pelos amigos e pelos devaneios e sonhos bem sonhados, de criar asas e buscar o seu lugar ao sol.

Terminada a 2ª Guerra, terminou o seu emprego na Base Americana de Parnamirim, pegou um Ita e foi pro Rio morar, estudar, viver, crescer profissionalmente e retornou arquiteto.

Fez incontável número de grandes amigos (impossível enumerá-los – quase o mundo todo), foi boêmio dos bons, juntou-se a grandes profissionais como João Maurício, Daniel Holanda e Ubirajara Galvão.

Teve algumas mágoas – ter de deixar a cátedra da Faculdade de Engenharia; ser taxado de copiador de um Estádio quando de uma viagem à Alemanha (ele nunca saiu do Brasil) e a sua concepção de uma Praça Esportiva vem de seu trabalho de curso, tendo por orientador um dos responsáveis pelo Maracanã, Professor Pedro Paulo Bernardes Bastos nos idos do ano 50; recentemente, após 40 de aposentado, o TCU reprova a sua aposentadoria por acumulação com um cargo no Estado, este somente assumido depois de já estar na inatividade, sob o fundamento da incompatibilidade de horários e de pronto retiraram os seus proventos. A maior delas foi a demolição do Machadão.

Mas a grandeza de Moacyr só merece a lembrança de tudo o que de bom teve em sua vida até a graça de virar estrela dormindo.

Tive o privilégio de registrar a sua vida em dois livros: O Menino do Poema de Concreto e 90 anos bem vividos.

Querido irmão, obrigado por uma convivência maravilhosa de tantos anos, rogo ao nosso Deus do Universo que o receba e conduza para junto dos seus familiares queridos.

Para a família, uma indagação ... E agora José, sou o timoneiro mais antigo da família dentre os homens.

___________________

Carlos Roberto de Miranda Gomes

 

Nossos sentimentos e abraço solidário ao irmão escritor Carlos Roberto de Miranda Gomes e aos demais familiares e amigos .

INSANIDADE DO PODER POR JANIA SOUZA

 INSANIDADE DO PODER


Jania Souza 



Não há justificativa para guerras

Sempre será um crime contra a humanidade 

Contra o patrimônio artístico

Contra todo e qualquer legado

De tradição 

De costume

Contra a razão natural do amor 

Pergunto-me: Para quem os governantes governam?

Vejo apenas a administração  de seus egos

Inflados na insanidade do poder

Ah!!! Minh'alma chora, agoniza com os efeitos

Da insanidade do poder

Qualquer que seja o poder

Ao baixar a mão 

Cortar a cabeça 

Exterminar cidades com seus habitantes

Varrer a poeira de suas histórias

Silenciar mulheres, crianças 

Idosos

Qualquer divergente

De suas opções sexuais

Ou de suas ideias, ideais fechados

Essas almas de pedra

Deliciam-se no inferno

Da insanidade do poder

Ao homem comum

Resta conseguir sobreviver.

Ai, Deus livra o homem dessa doença invisível 

Materialializada em destruição 

Sofrimento:

A insanidade do poder!

MUSAS - Volume Ii - LANÇAMENTO OFICIAL NO SALÃO DO LIVRO DE TURIM 2022


 

LANÇAMENTO OFICIAL SPERANZA & ESPERANÇA NO SALÃO DO LIVRO DE TURIM 2022


 

RESULTADO CONCURSO INTERNACIONAL ESPERANÇA & SPERANZA 2022 A.C.I.M.A.


 

SPERANZA & ESPERANÇA & MUSAS Volume II - COutores A.C.I.M.A


 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

ATÉ ONDE VÃO OS DIREITOS DO AUTOR - GOSTEI MUITO DESSE CONTEÚDO ENVIADO PELO ESCRITOR EDITOR JOSÉ MARIA RODRIGUES - EXCELENTE E ESCLARECEDOR

 

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Seus comentários e opiniões são importantes. Se preferir uma pergunta, fique à vontade.


ATÉ ONDE VÃO OS DIREITOS DO AUTOR

É comum autores iniciantes, e outros nem tão iniciantes assim, perguntarem sobre até onde vai o seu direito como autor. Faz algum tempo uma autora me perguntou sobre a possibilidade de processarmos a Rede Globo devido a uma história de amor passada em uma novela com a trama na livraria de um Shopping Center, situação semelhante a um conto dessa autora que havíamos publicado.

Minha resposta foi não, e tive que dizer o por quê. Ela achava que de alguma forma o autor do folhetim televisivo havia tido conhecimento de seu conto e se aproveitado de sua ideia. Expliquei para ela que mesmo que isso tivesse acontecido não seria um crime, não que o plágio não pudesse ser possível em outra situação, por que, para que isso aconteça, será preciso mais que a ideia, coisas como semelhanças na trama e no desenvolvimento de personagens.

Mas o que a deixou chocada foi saber que os direitos do autor não cobrem a ideia, mas a forma como a ideia é desenvolvida. Que a ideia de uma trama de amor na livraria de um shopping pode ser desenvolvida ao mesmo tempo por dois ou três autores, sem que um tenha conhecimento do trabalho do outro.

Milhares de pessoas têm grandes ideias para um conto, um romance, uma novela, todos os dias, mas quantos se transformam efetivamente num trabalho literário? Portanto, o trabalho do autor não está na ideia, mas na realização da mesma, na forma como ele a desenvolve. Quando você manda um trabalho para registro na Biblioteca Nacional ou na Câmara Brasileira do Livro, o que você está registrando mesmo é a forma como você desenvolveu a sua ideia.

O mesmo ocorre com o título, para que um título seja autoral e, portanto, suscetível de plágio, ele precisa ser bastante particular. Se eu escrevo hoje um romance com o título "Memórias póstumas de Brás Cubas" estarei cometendo um plágio descarado, se o autor estivesse por aqui poderia me processar por isso. No entanto, se eu desse ao meu livro o título "Memórias póstumas de Zacarias" poderia ser criticado no máximo por falta de originalidade, mas Machado de Assis não teria razão para me processar.

Em 1980 Escrevi As fãs de Frank Sinatra, no momento em que o cantor esteve pela primeira vez no Brasil, baseei-me no título As Fãs de Roberto Taylor, peça de Gastão Tojeiro, escrita em meados do século passado. Minha peça teve duas montagens na Paraíba, tempos depois outro autor paraibano, Tercisio Pereira, escreveu As Fãs de Roberto Carlos, os títulos e os textos partem da mesma ideia, mas as obras são completamente diferentes.

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