Amarelo-ouro da vida
Jania Souza
Os ipês pelas ruas e avenidas
Nos campos do agreste
Nas dunas litorâneas
No serrado, na caatinga
Explodem em cores de alegria
Sorrisos em flores exorcizam sofreres
Penares sepultam-se em renasceres
- Bom-dia! - sauda a juvenil Primavera
Relutante a melancolia-Inverno
Despede-se com o cósmico agosto...
Portas abrem-se ao amor primaveril!
Setembro chega dando sentido ao ser
As copas e as mentes
Tingidas do amarelo-caibreira
Declaram: - qualquer vida importa bastante!
Fotos de Jania Souza
IPÊ-AMARELO-OURO-DO-SERTÃO
Jania Souza
As caibreiras inundam minha adjacência
O manto da alegria amarela se estende
Pela Avenida Antônio Basílio num jardim
De imponência a varrer maus presságios
Logo mais vai inundar a floresta nas Dunas
Irretocável, paisagem urbana preserva Gaia
Cobre com tinta nos dedos o cinza-tristeza
Com o brilho dourado das pepitas de ouro
Escondidas no rio esmeraldino da folhagem
O azul celeste do meio-dia se regozija
Ao receber a oferta do buquê amarelo.
Sem a percepção devida o transeunte
Se percebe com uma nova energia
Ressurge das brumas da madrugada
Para a lucidez da claridade do seu eu.
É a caibreira abrindo a porta à Primavera
Em despedida à estiagem lá na caatinga
Enfeita minha alma, a tua e a nossa com
O tilintar do pote de ouro no fim do Arco-íris
Cabe a cada um de todos nós alegramo-nos
Bem-vindo és tu, Ipê-amarelo-do-sertão!



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