sábado, 19 de setembro de 2026

AMARELO-OURO DA VIDA - POEMA AUTORAL JANIA SOUZA AO SETEMBRO AMARELO E IPÊ-AMARELO-OURO-DO-SERTÃO


Amarelo-ouro da vida


Jania Souza


Os ipês pelas ruas e avenidas

Nos campos do agreste

Nas dunas litorâneas

No serrado, na caatinga

Explodem em cores de alegria

Sorrisos em flores exorcizam sofreres

Penares sepultam-se em renasceres

- Bom-dia! - sauda a juvenil Primavera

Relutante a melancolia-Inverno

Despede-se com o cósmico agosto...

Portas abrem-se ao amor primaveril!

Setembro chega dando sentido ao ser

As copas e as mentes

Tingidas do amarelo-caibreira

Declaram: - qualquer vida importa bastante!




Fotos de Jania Souza


IPÊ-AMARELO-OURO-DO-SERTÃO


Jania Souza 


As caibreiras inundam minha adjacência

O manto da alegria amarela se estende

Pela Avenida Antônio Basílio num jardim

De imponência a varrer maus presságios

Logo mais vai inundar a floresta nas Dunas


Irretocável, paisagem urbana preserva  Gaia

Cobre com tinta nos dedos o cinza-tristeza

Com o brilho dourado das pepitas de ouro

Escondidas no rio esmeraldino da folhagem


O azul celeste do meio-dia se regozija

Ao receber a oferta do buquê amarelo.

Sem a percepção devida o transeunte

Se percebe com uma nova energia 

Ressurge das brumas da madrugada

Para a lucidez da claridade do seu eu.


É a caibreira abrindo a porta à Primavera

Em despedida à estiagem lá na caatinga

Enfeita minha alma, a tua e a nossa com

O tilintar do pote de ouro no fim do Arco-íris 

Cabe a cada um de todos nós alegramo-nos

Bem-vindo és tu,  Ipê-amarelo-do-sertão!





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