domingo, 14 de agosto de 2022

SAUDADES ANCORADAS

Saudades ancoradas 


Jania Souza 


Ser criador

Semeador

De afeto e carinho

Do peito vermelho de pétalas 

Tecidas em puro cetim

Faz jorrar seu amor

Daqueles singelos e majestosos lírios

Balançando sob as carícias do vento


São saudades ancoradas em barcos

adormecidos no lodo do campo

No aguardo ao despertar da águia


Suas calejadas mãos pela pá, arado, broca

No manejo das redes de pesca a lapidar almas

Plantam trilhos no trinado da  graúna

Perambulante por ruas hostis

Nessa paisagem nomeada de mundo

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