terça-feira, 16 de agosto de 2011

CRO/RN & SOCIEDADE BRASILEIRA DE DENTISTAS ESCRITORES

CONVIDAM PARA O “PROGRAMA QUARTA CULTURAL” - ANO VII -


Sempre na 1ª e na 3ª quarta-feira do mês -

SARAUTERAPIA: POESIA, MÚSICA, CAUSOS, HUMANISMO.

PRÓXIMO: 3ª QUARTA-FEIRA - 17. 08. 2011 - Das 18 às 21 horas.

 TEMA CENTRAL: CORA CORALINA (Poetisa: 20.08.1889)

APRESENTAÇÃO: SPVA/RN - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN

ONDE: Ótimo Auditório - Rua Cônego Leão Fernandes, nº 619. Petrópolis.
(Paralela à Av. Afonso Pena - Liga a Av. Rodrigues Alves à Rua Mossoró)

PARTICIPE TAMBÉM DAS DEMAIS PROMOÇÕES DA SPVA/RN:

 PROGRAMA CESTA CULTURAL - Última 6ª feira de cada mês, das 19 às 22h.
LOCAL: Auditório do I. F. R. N. - Av. Rio Branco - Cidade Alta.
 ESCOLA WINSTON CHURCHILL (Av. Rio Branco – Ao lado do Banco do Brasil).
2º e 4º sábado – Das 17 às 19 horas
ENTRADA LIVRE PARA QUEM GOSTA DE POESIA, MÚSICA, HUMANISMO!
 Veja o melhor da informação sobre cultura, arte, poesia em: www.outraseoutras.blogspot.com / www.letrasecanaviais.blogspot.com
www.vivicultura.blogspot.com - www.casadocordel.blogspot.com
www.spvarn-culturageral.blogspot.com
www.nlusofonia.blogspot.com - www.ozanygomes.blogspot.com
www.janiasouzaspvarncultural.blogspot.com
www.franciscomartinsescritor.blogspot.com
www.culturaseafectoslusofonos.blogspot.com

ESCOLA MUNICIPAL EMÍLIA RAMOS NA CIDADE NOVA RECEBE PRIMEIROS EXEMPLARES DO SEXTO VOLUME DA ANTOLOGIA LITERÁRIA DA SPVA/RN




A primeira escola municipal a ser contemplada com a doação da obra Antologia Literária SPVA/RN, 6o. volume, financiada pelo Fundo Municipal de Cultura da Cidade de Natal, será a E. M. PROFESSORA EMÍLIA RAMOS no bairro Cidade Nova sob supervisão da professora Graça, que contatou com a entidade antes do lançamento e gentilmente participaram desse no dia 29/07/11, no prédio do Instituto Federal da Avenida Rio Branco durante a Cesta Cultural que comemorava os 14 anos de existência da entidade cultural potiguar sem fins lucrativos.




A comitiva da E. M. Emília Ramos participou das comemorações e demonstrou o interesse pela obra em virtude de haver programado o estudo de poetas e escritores potiguares vinculados à SPVA/RN neste ano letivo em curso, por essa razão a urgência da biblioteca da escola receber os exemplares para estudo e análise por professores e alunos. O resultado do trabalho da escola será apresentado em sarau no final do ano com data a ser agendada.




A entrega das obras contará também com um sarau com apresentação da comitiva da SPVA/RN que visitará e presenteará a Escola Municipal Emília Ramos nessa quinta-feira, 18/08/11 a partir das 19h.




A comitiva será coordenada pela poeta e professora Geralda Efigênia.

domingo, 14 de agosto de 2011

SÚPLICA DE FILHO POR JANIA SOUZA

FLORES NO JARDIM DA IGREJA DO PAI NOSSO EM JERUSALÉM





SÚPLICA DE UM FILHO




Jania Souza






Um abraço


um beijo


um afago





um carinho sempre presente


mesmo quando o não


é o laço necessário à subida do caminho






sempre uma palavra de coragem


quando o fracasso


escalou as paredes do fundo do poço


na destruição de uma vida








uma mão estendida


sempre a frente


com os olhos da verdade


alerta o perigo que há


na mentira pintada nas entrelinhas do mundo






na bola vejo teu sonho de garoto alegre-inocente-feliz


na pipa livre encontro teu espírito de guerreiro da vida


no livro encontro tua palavra, mensagem em meu peito











quando pequenininho desejei ser como tu és


forte, invencível, meu maior herói


mas tu não vias minhas necessidades de carinho





sempre ocupado com afazeres ou prazeres com amigos


eu ficava no canto, relegado ao último plano


em tua agenda sempre comprometida








esperava ir ao parque ou a corrida de bicicleta


como os pais de meus amigos faziam


até um programa de cinema


para mim seria a própria loteria








mas espero que tu acordes


para as minhas e as nossas necessidades


para sermos felizes hoje e sempre











quero descobrir o mundo


vencer qualquer obstáculo


com a segurança da tua mão em minha mão


meu coração no teu coração





e a lembrança dos nossos passos sempre em união.










FELIZ DIA DOS PAIS





AO MEU





AO TEU





AOS NOSSOS PAIS





A TODOS OS HOMENS QUE SERÃO PAIS





UM BOM DIA PARA REFLEXÃO NA IMPORTÂNCIA DA PATERNIDADE





PARA O FILHO E PARA A HUMANIDADE.

FLÁVIO REZENDE PRESTA HOMENAGEM AO SEU PAI COM BELA CRÔNICA



FERNANDO REZENDE,

UM PAI PÓS-DOUTOR EM VALORES HUMANOS

Por Flávio Rezende*

O Dia dos Pais congrega em todo o planeta bilhões de seres em torno daqueles que, junto com as mães, tornaram possível a encarnação de muitos e muitos seres para experiências e oportunidades evolutivas diversas.

A comemoração começou há mais de quatro mil anos quando um jovem chamado Elmesu, moldou em argila um cartão desejando sorte, saúde e vida longa para seu pai. Eles viviam na Babilônia.

Nos tempos em que vivemos na aprazível cidade do Natal, reproduzo o sentimento de Elmesu para com seu pai, mudando apenas a forma da homenagem, utilizando eu neste 2011 a crônica, pois, sendo escritor, preciso de mais espaço e da utilização de letras digitadas para revelar o quanto amo este ser maravilhoso que seus pais decidiram nominar de Fernando Dantas de Rezende.

Hoje com cinqüenta anos e já um pouco afastado dos anos rebeldes, anos que são importantes, mas, que sempre colocam pais e filhos em lados um pouco opostos, posso na claridade desta data, perceber lucidamente o quanto foi e é importante a educação transferida por meu amado pai, na formação de meu caráter e da minha personalidade.

As minhas revoluções adolescentes como tatuagem, brinco na orelha, maconha, álcool e certa adoração por festas e mulheres em demasia, ele respondeu com equilíbrio e diálogo, colocando sua posição contrária de maneira educada e, assim, o tempo passou, eu deixei os excessos naturalmente, ficando de tudo citado apenas o gosto por uma mulher só.

A constatação de atos corruptos em diversos setores da sociedade ficou sempre distante de minha formação, apesar de ter assumido inúmeros cargos na AABB, no Banco do Brasil, na Associação Brasileira de Odontologia – Secção do Estado do Rio Grande do Norte, em outras entidades e atualmente no condomínio onde reside, nunca, jamais, em tempo algum, muito pelo contrário, meu querido e honesto pai teve conduta malévola, sempre conduzindo sua passagem por todos estes lugares com a dignidade dos homens de bem.

A percepção da distância que, infelizmente, muitos pais mantêm dos filhos, às vezes de maneira involuntária, como os que precisam viajar muito, noutros casos por preferir a companhia da bebida, do futebol ou da raparigagem, que dos entes queridos, não fez parte e nem faz, de minha trajetória. Todas as recordações que tenho remetem a sua presença física nos momentos mais importantes de minha vida, seja ajudando financeiramente, seja pegando em minha mão no leito do hospital, nas formaturas, nos eventos da Casa do Bem, nos lançamentos dos 22 livros que publiquei e em muitos outros momentos significativos que passei. E, apesar dos seus 87 anos de vida, continua me prestigiando até hoje em tudo que faço.

A falta da conversa amiga e da confidência gostosa, que é realidade na grande maioria dos relacionamentos entre pais e filhos, graças a meu bom pai, não tem guarita no terreno amoroso que cultivamos ao longo de toda nossa relação, culminando por todo este tempo, com a adubagem de constantes conversas e, a colheita bem feita de segredos, que até hoje, estão guardados em nossas fraternas plantações.

Em todos os campos da ética, dos bons costumes, da civilidade, em todas as áreas onde o ser humano jogou sua experiência para ampliar conhecimentos e evoluir, testemunho que meu pai foi aluno laureado e, soube compartilhar estes valores, oferecendo o testemunho dos meus irmãos e dos seus amigos e demais parentes, como avalistas de tão segura informação.

Se abrirmos um parêntese para eternizar aqui uma confissão, deixo registrado com a energia amorosa que sinto neste momento que, o meu tão querido e amado pai, é pós-doutor na universidade da vida e, se nela semeou e aguou valores humanos, pode ficar tranqüilo, pois o clã que gerou, aprendeu os ensinamentos e, está pondo em prática, tão divinos frutos, prometendo, por todo o sempre, colher e fraternalmente compartilhar, a paz, o amor, a não-violência, a retidão e a verdade.

E, no apagar das luzes do presente escrito, o acender eterno do meu amor para este pós-doutor, que deixa como herança o bem, por ser ele, a própria bondade.

*É escritor, jornalista, ativista social e filho do Dr. Fernando Rezende
(escritorflaviorezende@gmail.com )

PARA HOMENAGEAR OS PAIS APRESENTO O ESCRITOR DR. CARLOS MIRANDA, PAI DE MUITOS E GRANDE ALMA HUMANA QUE TEM MINHA ETERNA ADMIRAÇÃO

PARA HOMENAGEAR ESTE HOMEM COMPLETO EM ALMA, TALENTO E PROFISSIONAL, TRANSCREVO DE SEU BLOG MATÉRIA VEICULADA HOJE, DIA DOS PAIS SOB O TÍTULO:




RETALHOS DE SAUDADES

Nesta manhã de domingo, em que se comemora O DIA DOS PAIS, desde muito cedo, após o café matinal, começa a romaria dos filhos e dos netos trazendo-me mensagens de amor e carinho, paralelamente às emoções de um tempo passado.
Após as primeiras lágrimas, vou conferir as mensagens em meu computador e logo deparo-me com novas moções de extremo carinho dos meus amigos.
Estou feliz, mas escolhi o domingo para registrar neste blog as manifestações culturais, embora estas não descartem a saudade, a tristeza e, mais que tudo, a vida.
Reproduzo, assim, uma bela mensagem da minha inesquecível vizinha Lourdinha Nogueira, que completaria 90 anos e que me foi enviada pela sua filha Ana Amélia. Obrigado, com um grande e saudoso beijo.
Em seguida, a eterna musa da terra dos canaviais, Lúcia Helena, com sua verve e, agora também como uma intérprete musical, que deixou surpresos e gratificados todos aqueles que foram à seresta promovida por Jojó na casa de Pedro Simões/Jailza.
Termino com Deth Haak, Poetisa dos Ventos, autêntica representante da SPVA.



* * *
(DO QUE EU GOSTAVA E DO QUE EU TINHA MEDO)
Maria de Lourdes Cavalcanti Nogueira (*)

Minha gente,

Não estou na lista de intelectuais nem de jornalistas, também não tenho bagagem para isto. Porém, peço permissão para escrever alguma coisa que eu vi meus pais falarem e muitas e muitas que eu tomei conhecimento.
Todas as crônicas que leio no jornal me emocionam muito porque encontro gente minha, envolvida. Aqui, eu vou fazer um colchinha de retalhos de saudades.
Eu tinha medo quando Cambraia gritava os jornais. Ele percorria as ruas gritando com voz estridente pelo próprio apelido: Caambraaaaia!....... Isto existiu mesmo. Não sei o porque desse nome - talvez porque ele era preto e a cambraia tecido, só tinha bem branca
O Barrão 70: uma pessoa afogada na ilusão da vida; vivia perambulando sem lar e sem nada. Muito sujo, pois não trocava de roupa. Andava com um grande saco de estopa nas costas. Não pedia nada, nem agredia ninguém. Porém, toda a roupa que se dava para ele trocar, ele vestia por cima da outra ( acho que os pais faziam terror para as crianças se aquietarem).
Também tinha medo do Papa-figo. Este, nunca vi, nem sei dizer nada sobre ele.
Tinha medo de dois rapazes da alta sociedade que eram bem baixinhos (eu, bem pequena, era maior que eles) Eles se vestiam muito bem com ternos, gravatas, chapéu e sapatos bem envernizados. Eram intelectuais e um deles tocava piano.
Gostava de ver Bernadete, uma professora que ficou doente da cabeça. Antes da doença, ela passeava muito e gostava do carnaval de Pernambuco. Por isso, quando enlouqueceu, vestia suas saias bem godê, sapato tênis e com uma sobrinha aberta, cantava e dançava os frevos na rua. Tinha uma voz linda demais. Os senhores que a conheciam lhe davam algum dinheiro, com muito respeito. Ela procurava-os sempre no Cova da Onça, no Natal Clube e nos Cinemas Politeama e Royal. Todas as pessoas que ela conhecia, chamava pelo nome. Meu irmão, José Aguinaldo, achava que dava sorte se encontrar com ela.
Outras coisas que eu gostava: cavaco chinês, que por sinal, no tempo, não mudou em nada; sorvete feito na hora, numa caixa de madeira com uma manivela rodando - eu sei que o sorveteiro contornava a caixa por dentro com gelo picado e muito sal, para conservar. Mas, já tinha as caixinhas para servir!
De comida de rua era oferecido alfenim doce, puxa-puxa, cocada, cavaco chinês, doce seco ( era uma tapioca bem dura com recheio bem ardoso) e geléia de coco que ainda existe (cortavam os pedaços no tabuleiro); caldo-de-cana moída na hora e aluá de abacaxi.
Ainda lembro coisas que me davam muito medo.
Tinha medo de ver passar enterro dos indigentes - eram levados numa rede num pau bem forte ( um caibro de casa ) onde se pendurava um punho num lado e no outro - tudo coberto. Escolhiam para carregar a rede com o morto, os doentes mais calmos do Asilo que era dirigido por um senhor de muita formação e competência, Cândido Medeiros, que deixou uma família muito grande, pessoas importantíssimas que hoje, os últimos rebentos estão vivos e podem endossar o que eu estou dizendo. Só em conversa podemos podemos pesquisar mais sobre estas criaturas. Umas se foram bem novas e outras ainda estão vivas e inteligentes, honrando o nosso Rio Grande do Norte que está muito sofrido .
Voltando a falar dos enterros dos indigentes - os quatro homens tomavam um pouquinho de cachaça, saíam de dupla para se revezarem. Por vezes, andavam bem depressa, certamente por causa do peso e para chegarem logo. Eram vigiados por dois enfermeiros bem fortes e levavam para o cemitério do Alecrim. Neste tempo, era o único, por que Natal terminava por este bairro e ia até onde as lavadeiras lavavam as roupas - no rio das Quintas. Elas levavam uma grande trouxa de roupa amarrada nas quatro pontas da toalha. Levavam também uma bacia de alumínio emborcada em cima. A lavadeira da minha casa, só almoçava de tarde quando trazia aquela roupa tão cheirosa. Eu costumava jantar com ela. Mamãe fazia o prato e deixava no forno do fogão - um tal fogão inglês à lenha. Até tapioca se fazia na chapa. A comida era bem quentinha.
Então, a lavadeira com as palmas das mãos bem brancas e engelhadas do frio da água do rio, fazia macaquinho de feijão com toucinho, para mim. Quando mamãe via, ai de mim !...era um castigo certo!..
Para não apavorar muito os leitores vou descrever os enterros dos ricos. Tinha um bonde preto com cortinas pretas e flores, certamente alecrim cheiroso. O cortejo era a pé - por vezes, aparecia algum carro tipo Ford W8.
Conheci bem de perto um senhor muito importante de nome João Leandro que morava na rua da Estrela, onde morávamos. Tinha a sua oficina mortuária em casa, ao lado. Trabalhava muito a noite, quando era caixão de rico. Meu pai, era muito gaiato e dizia assim: “hoje é noite do dinheiro e do martelo”!... As cores dos caixões eram preta, roxa ou branca (esta só para moça donzela). Os pequenininhos eram azuis, muito enfeitados de dourado ou prateado. Não existiam urnas de madeira.
Nesse tempo, com tudo tão calmo e com segurança as crianças brincavam nas calçadas. Então, numa noitinha, eu e outras crianças vizinhas, estávamos brincando de “tica”. Um menino grande gritou: “olha o papa-figo!.... A gente saiu numa carreira tão desenfreada que entramos na primeiro porta aberta - era o portão da tal oficina. Foi então que nos deparamos com os caixões enfileirados de um lado e do outro. Os gritos uuuuiiii, aaaaiii, foram de arrepiar!.. O senhor João Leandro apareceu e expulsando todas, disse: “vão na frente que eu vou atrás para dizer a seus pais que, se ele não der educação a vocês eu vou dar!” A turma ficou chamando-o de “professor caminho do céu”. Isto tudo, muito escondido, pois não tínhamos maldade nem coragem.

(*) Dona de casa, viúva. Começou a escrever depois
dos 78 anos de idade.
________________
Colaboração de sua filha Ana Amélia


***

POEMA QUE ESCREVI HÁ QUATRO ANOS E DEDIQUEI AO VALE VERDE

VERDE, SEMPRE TE QUERO VERDE.



(Dedicado ao Ceará-Mirim)
Lúcia Helena Pereira

-Verde, sempre te quero verde!
Vestido de esperança e dourado de sol.
Verde, sempre te quero verde
Brilhando na chuva e espreguiçando-se ao vento.
Verde, sempre te quero verde,
Iluminado e festivo
Comemorando história e preservando lembranças.

-Verde, sempre te quero verde
Exibindo casarões, praças e ruas,
Patrimônios de antigas nobrezas.
Verde, sempre te quero verde,
Impetuoso, destemido e alvissareiro,
Na travessia dos séculos.
Verde, sempre te quero verde,
Na memória dos teus filhos ilustres,
Uns distantes, outros próximos do coração.

-Verde, sempre te quero verde,
Coberto pelo aroma fresco das matas
E banhado pelos rios serenos,
Onde sussurram as sinfonias do tempo.
Verde, sempre te quero verde,
Embelezando-se no Oiteiro, Guaporé,
Santa Águeda, Verde Nasce,
Mucuripe, Solar Antunes!
Verde, sempre te quero verde,
Na Usina São Francisco, Ilha Bela,
No Cumbe e Diamante.

-Verde, sempre te quero verde,
Nas águas misteriosas e perfumadas dos olheiros,
Do rio Água Azul, Nascença, sempre te quero verde e eterno,
Na casa - grande onde corri meus passos de criança,
E bebi água de poço refletindo a minha vida!

-Verde, sempre te quero verde
Anunciando alegrias e acordando saudades.
Nas águas límpidas o Rio Ceará - Mirim.
Verde de memoráveis figuras
Do meu bisavô, José Antunes de Oliveira,
Da minha avó paterna, Madalena Antunes,
Do meu tio-avô Juvenal Antunes de Oliveira,
Do primo amado, Nilo de Oliveira Pereira.
Ceará - Mirim de Edgar Varela e Edgar Barbosa,
Da ex-prefeita Terezinha da Câmara Melo,
De Roberto Pereira Varela e Rui Pereira Júnior,
De Adelle de Oliveira e José Augusto Meira.

-Verde de tantos nomes queridos:
Raimundo Pereira Pacheco e Olympia (meus avós maternos)

-Ceará-Mirim dos meus pais:
Abel Antunes Pereira e Áurea Pacheco Pereira.
Dos meus tios: Ruy Antunes Pereira, Vicente Ignácio Pereira,

Joana D´Arc Pereira do Couto!
Verde de Zizi -Augusto Vaz Neto (primo tão querido),
De Herbert Washington Dantas,
De Gracilde Correia de Melo e Idalina Correia Pacheco,
Do meu trisavô, Manoel Varela do Nascimento e Bernarda.
Verde dos tios: Etelvina Antunes Lemos e Ezequiel Antunes.
Das minhas contadoras de estórias: Piô e Maroca.
-Ceará-Mirim de Quincas e Lebre
Do compadre Joaquim Gomes (tocador de Rabeca),
De dona Biluca - rendeira de almofadas de bilro!
Verde, resplendente verde,
De minha Duda (Iara Maria Pereira Pinto),
De Uruca - Denise Pereira Gaspar,
De minha primeira professora: Valdecy Villar de Queiroz Soares!
Verde das minhas conterrâneas: Naide, Neire e Nadeje,
De Abner de Brito, Onofre Soares, Gibson Machado,
Dr. Percílio e dona Esmeralda.

-A cidade verde, de canavial ondulante,
Da Matriz de N.Sra. da Conceição
Das oiticicas cheirosas, manacás, umburanas…
Ceará-Mirim, criança de 153 anos
Engalanando - se para festejar
Seu VERDE luminoso e iluminado,
Brilhando nas asas dos araraús
Passeando pelo infinito
E nas sinfonias siderais,
Repercutindo no dobre dos sinos
Da Matriz de N.Sra. da Conceição
Ecoando pelo vale!

Ceará - Mirim! Sempre VERDE!
É assim que eu te quero!

* * *

Sim a vida...
Deth Haak

Conceber no próprio ser
Um fruto para preservar
O principio dum crescer
Na alquimia de amar...

Dádiva por Deus concedida
Pra a espécie eternizar
Muda o corpo da parida
Pro universo transformar.

Aborto é falta de amor
Covardia de quem pratica
Mulher e o demente doutor
Uma insana falta de ética
O desamor do precursor.

Faça repartir a vida
Neste ato de amar
Na poesia que aqui grita
Por crescer e multiplicar.

Sim a vida! E não ao abortar
Vida é promessa cumprida
Aborto é sinônimo de matar,
Um feto a rogar... Pela vida!
_______________________________________

Mensagens recebidas DA FAMÍLIA


O primeiro cumprimento do dia foi de Thereza, com a entrega de presentes em nome de Chana e Yukare (gatos).
_______________________

“Pai,

Guardo com muita alegria e saudades o tempo da minha infância e adolescência que passamos juntos. A matinê do cinema Rio Grande assistindo filmes como “Pele de asno”, “Submarino Amarelo”, “La Violetera” e outros. Os piquiniques e acampamentos em Ponta Negra e Cotovelo. A ida ao SCBEU e FISK; o clube do chorinho no sábado à tarde no Bosque dos Namorados; o churrasco do domingo na Dom Pedrito. Tempos bons, que não voltam mais é verdade, mas que foi fundamental para que eu entendesse a importância de um pai na vida de um filho. Te amo, você é muito mais do que eu escrevi. Beijos ROSA”

Presentes e abraços de Rapha e Bibi, e cumprimentos de Ernesto.

_______________________

“Eu aprendi muito com você...

Por sua paciência para me ouvir, sua generosidade, seu senso de justiça e seu dom para a compreensão e incentivo...

...você é um grande professor e um grande amigo.

Sou muito grata por ter alguém tão especial como você em minha vida. Parabéns pelo seu dia. Te amo TÊTA”

Presentes e abraços de Lucas Antônio e Carlos Victor.

... Vovô, parabéns pelo seu dia. Que você continue a me dar aquelas comidinhas debaixo da mesa. Beijos “au” “au” Malu (cadelinha de estimação)
________________________

Mensagem que CARLINHOS preparou, com Valéria e Carlos Neto:

“RECEITA DE PAI

Deus pegou a força de uma montanha, a calma de um mar tranqüilo, a generosidade da natureza, a majestade de uma árvore, os confortáveis braços da noite, a sabedoria das eras, o calor de um verão, o poder do vôo da águia, a alegria de uma manhã de primavera, a fé de uma semente de mostarda, a paciência da eternidade e o centro da necessidade de uma família.

Depois Deus juntou todos esses ingredientes e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar, Ele viu que Sua obra prima estava completada.

Olhou para essa obra e disse: ‘A tua missão é sagrada. Vai para a vida, vai!’

Só falta eu de dar um nome: E te batizo de PAI.

Vai...Tens todo o meu apoio!”

“POR QUE O SENHOR REPREENDE AQUELE QUE AMA, ASSIM COMO O PAI AO FILHO A QUEM QUER BEM” (Provérbios 3:12)

FELIZ DIA DOS PAIS. (juntou fotos marcantes de várias passagens de nossas vidas) tudo num envelope escrito por Carlos Neto “Te Amo, vovô”.

____________________

CARTA AO MEU PAI

Tantas vezes tentei definir meu pai: perfeito? honesto? austero? probo?

Aí eu me pergunto... ele será TUDO isso? será SÓ isso?

Meu pai, certamente, tem todos estes predicados. Contudo, não é perfeito, e graças a Deus que não é.

Tem seus momentos de fraqueza, medo, desesperança, raiva, indignação. Às vezes não acredita mais no mundo e se pergunta se vale a pena ser correto, em uma sociedade tão corrompida.

Essas dúvidas vêm e vão tão rápido quando a certeza da retidão de seu caráter.

Meu pai, com certeza, não é perfeito, pois mentiu muitas vezes para mim, fazendo-me acreditar que o mundo não tinha defeitos, que havia anjos em todos os cantos e que nada poderia me fazer sofrer.

Infelizmente, o mundo não é o idealizado e declamado por ele em minha infância, tentando poupar-me de suas mazelas.

Pai, como diz a música, “eu cresci e não houve outro jeito”, começo a ter as mesmas dúvidas e certezas que você. Começo a mentir para minha filha sobre um mundo perfeito, para salvaguardá-la do nosso.

Pai, gostaria de somente hoje, no seu dia, poder mentir e dizer “que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes”, mas não posso, pois não tens mais a inocência de uma criança e sim a sabedoria dos mais velhos, as vezes tão desvalorizados apesar de tão sábios.

Você tem a felicidade do reconhecimento de todos: de sua família, alunos, colegas e amigos, da sociedade que lhe outorga tantos títulos e lhe rende tantas e justas homenagens.

Neste momento, onde não enxergo o teclado escondido entre tantas lágrimas, posso lhe dizer que a minha mensagem é mais simples do que toda esta digressão.

Dizer apenas que TE AMO e que gostaria de ser para os meus filhos (Guilherme e Clara), o que você é para mim... o norte, o porto seguro, o ídolo, a esperança, a luz, o guia, a paz, o amor, enfim...o meu pai (que lindo pronome possessivo).

Feliz dia dos pais, desculpe não dizer isso todos os dias, pois ainda seria pouco para representar o que sinto por ti. Quem me dera poder acreditar que você é eterno, que nunca me deixará...como no mundo encantado que os pais criam para os filhos para fazê-los felizes. Porém, o mais importante é que você está aqui e de forma plena e total, sendo verdadeiramente o melhor pai do mundo...o meu pai.

Do seu filho,

Roquinho.

Com os cumprimentos da minha nora Daniela e de Maria Clara, na expectativa da chegado de Guilherme.

________________________

MENSAGENS DOS AMIGOS:

Chegou de Edilson Avelino (DIDI):

“Querido Dr. Carlos,

que nesse Dia dos Pais todos os seus filhos estejam bem, com saúde e felizes, pois sei que esse é o melhor presente que Deus pode lhe dar.

Que bom que esse texto mereceu a publicação em seu Blog. Receba o meu abraço especial por esse dia e a minha admiração de sempre.

DIDI'
______________________________________

"O Pai se escreve sempre com P grande em letras de respeito e tremor se é Pai da gente".

(Carlos Drummond de Andrade)

Feliz "Dia dos Pais"
Bandeira

________________________________________
Recebi do amigo FLÁVIO REZENDE um belo artigo “Um pai pós-doutor em valores humanos”, oferecido ao seu pai Fernando e que homenageia todos os pais.
____________________
Mensagem telefônica de Eduardo Jorge. Encontros e congratulações das filhas e de Zélia.

Cumprimentos de Honório e esposa, do Dr. Hélio Santiago e filhos.

FONTE: http://cmirandagomes.blogspot.com/

A MARCANTE SAUDADE DA POETISA DAS FLORES, LÚCIA HELENA PEREIRA IMORTAL POTIGUAR

O ABRAÇO DA SAUDADE - LÚCIA HELENA PEREIRA E SEU AMADO NETO DE PARTIDA AUSTRÁLIA


DIVIDINDO COM VOCÊS, SÓ ISSO.


http://letrasecanaviais.blogspot.com/2011/08/as-vesperas-do-regresso-do-meu-neto.html

É ISSO, ONTEM (12-08)E FOI MEU ÚLTIMO DIA COM MEU NETINHO. ELE RETORNA NA MADRUGADINHA (3:30) DA SEGUNDA E HOJE, DOMINGO, A FAMÍLIA DA MÃE DELE VAI se reunir para as despedidas.

ONTEM DEDIQUEI-ME A ESSE GRANDE PEDAÇO DE MIM. SORRI OS SEUS SORRISOS E OBSERVEI O QUANTO É LIMPO, CORRETO, BOM E EDUCADO.

JAMAIS AMAREI OUTRA VEZ, COMO AMO O MEU PEDACINHO-GRANDE DE GENTE.

AGORA, A SAUDADE VESTE ASAS!

FOTOS DE ONTEM E DE HOJE (12-08) QUANDO ATÉ LUCIANO ROCHA ENCONTREI..

TODO AMOR, na minha lágrima que a saudade umedece no rio do coração.

BJS, LU

L.HELENA

sábado, 13 de agosto de 2011

SALÃO NORDESTE DE ARTE POPULAR CHICO SANTEIRO - PINACOTECA DO RN







A Secretaria de Cultura, a FJA/Pinacoteca do Estado contam com a sua presença.
Att.
Lucina Guerra
lucina.guerra@gmail.com
(84)99150115



Nelson Chaves Filho

Secretaria Extraordinária de Cultura

Subcoordenador do Gabinete

Fone: (84) 3232-5323/9147-1415/8728-2976