Já há algum tempo sonhava em realizar esses registros. Contudo o celular não cooperava comigo. Resultado, frustração. Mas em visita à Rampa com mamãe, para que ela caminhasse um pouco mais, fui presenteada por Deus com essas belas imagens. Estou sentindo o retorno da vontade de pincelar. Essas cores mexem com meu imaginário. Talvez, em breve, possamos ter novas surpresas em outras linguagens que amo. Preciso exercitar os dedos e o prazer de mergulhar nas cores dessa paixão do sol adormecer nos braços das águas do Rio Potengi. Mar onde se encontra o sal do oceano e a doçura das águas que descem as serras e dunas, e se tornam salobras na rica cultura do mangue.
Garças caminham na lama catando crustáceos e peixes nas ondas. Repousam do voo nos galhos das árvores em que se aninham em bandos com a despedida do astro rei cansado da labuta diurna.
O Atelier de Thomé Filgueira ressurge das profundezas do rio nas cores bordadas no firmamento enquanto o sol deriva ao seu porto seguro.
Os artistas plásticos pintam suas telas na Capitania das Artes no coração dessa discípula repleta de saudades.
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