O PASTOREADOR DO CREPÚSCULO
No ocaso, o mar bravio se levanta,
E avança contra o lar do pastoreador;
Mas ele, ungido em fé e santo amor,
Protege a praia, guarda-a e acalanta.
No velho farol, a imagem sacrossanta,
Difunde em luz seu místico esplendor;
E o homem bom, humilde guardador,
Abraça o mar, cujas águas beija e encanta.
— Estou aqui, ó mar! Não tenhas medo;
Deus fez de mim teu servo e sentinela,
Para escutar teu mais profundo segredo.
O mar, então, sua fúria desencanta;
O “Pastoreador do Crepúsculo” ao céu apela:
Salva minha casa, ó praia santa!
Alfredo Fagundes
João Pessoa, 15 de agosto 2026
Uma preciosidade de poema-soneto do poeta paraíbano, que recebe os aplausos desse nosso blog!!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário