A LÍNGUA DE UM POVO É SUA NAÇÃO
Jania Souza
Os povos com suas etnias não são sepultados.
Eles ressurgem das cinzas altaneiros
Sementes fertilizadas no chão do ventre pátrio.
São milhares de fênix acordadas da invisibilidade
Imposta-lhes pela tirania dos sociopatas insanos.
São vozes da alma jorrando caudalosamente
Identidade de cada sobrevivente coração.
Ressurgem e se ressignificam com o alvorecer
Da esperança no peito de cada descendente
Florescem embaladas na alegria da eternidade
Perpetuam os ancestrais em suas amadas raízes.
Ninguém pode riscar a essência de um povo
Do amálgama da humanidade.
Ela está escrita nas pedras do tempo
Páginas dos livros na biblioteca perpétua
De todas as galáxias.
A língua de um povo jamais será arrancada
Da sua alma.
É bandeira flamejante no píncaro da liberdade!
Seu ID pleno!
Jania Souza, aos povos que resistem ao seu apagamento como os nativos habitantes do solo brasileiro. Sou um deles.
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