sexta-feira, 10 de abril de 2026

O CONTRA ALÍSIO EMBALA O ALÍSIO - POEMA DE JANIA SOUZA

 O Contra Alísio embala o Alísio


Jania Souza 


O Alísio no céu de Outono, prenúncio

De que breve vem farto Inverno 

Dança com o Contra Alísio passos

De suave valsa vienense no compasso

Do coco de roda da vila de Ponta Negra

Lá na beira da praia.

As rendeiras paridas no ventre da vila

Tecem rendas com bilros na almofada

O mar as copia na mesma tessitura

Com fios de linha de finas espumas das ondas

Sobre o tapete da fofa areia da praia.

Os barqueiros na madrugada foram à lida

Colher o pão dos frutos do mar

Enquanto os surfistas com pranchas

Desbravavam as delícias das profundas águas.

O Alísio segue com dolência

Tangendo enormes castelos de nuvens

Do Trópico ao Equador

Muito acima passa em flerte o Contra Alísio 

Levando seu enorme rebanho de carneirinhos

Cercado por riscos e varas de relutantes

Nuvens quentes trazidas do Equador

Rumo ao Trópico do Hemisfério Sul.

A Brisa sopra então um suave frescor


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