O Contra Alísio embala o Alísio
Jania Souza
O Alísio no céu de Outono, prenúncio
De que breve vem farto Inverno
Dança com o Contra Alísio passos
De suave valsa vienense no compasso
Do coco de roda da vila de Ponta Negra
Lá na beira da praia.
As rendeiras paridas no ventre da vila
Tecem rendas com bilros na almofada
O mar as copia na mesma tessitura
Com fios de linha de finas espumas das ondas
Sobre o tapete da fofa areia da praia.
Os barqueiros na madrugada foram à lida
Colher o pão dos frutos do mar
Enquanto os surfistas com pranchas
Desbravavam as delícias das profundas águas.
O Alísio segue com dolência
Tangendo enormes castelos de nuvens
Do Trópico ao Equador
Muito acima passa em flerte o Contra Alísio
Levando seu enorme rebanho de carneirinhos
Cercado por riscos e varas de relutantes
Nuvens quentes trazidas do Equador
Rumo ao Trópico do Hemisfério Sul.
A Brisa sopra então um suave frescor
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