quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

HOJE TEM SARAUTERAPIA NO CRO/RN, RUA CÔNEGO LEÃO, POR TRÁS DA AGÊNCIA DA CAIXA DA RODRIGUES ALVES EM TIROL. HORÁRIO DAS 18 ÀS 21H. ORGANIZAÇÃO SOCIEDADE BRASILEIRA DOS DENTISTAS ESCRITORES - SBDE EM PARCERIA COM A SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS E AFINS DO RN. POEMAS, PERFORMANCES, MÚSICA, CAUSOS, ALEGRIA, DESCONTRAÇÃO E CONFRATERNIZAÇÃO NA ALMA DA PALAVRA


VARAL DO BRASIL, SALÃO DO LIVRO E OUTRAS ATIVIDADES



Caros amigos,
Fevereiro avança firme e forte. Enquanto no Brasil esta semana tudo é carnaval, por aqui pela Europa vivenciamos ainda o frio do inverno.
Aproveitamos para dar continuar nossas atividades!
Convidamos você a se inscrever (ou a inscrever seu (s) livro (s)) para a maior Feira Literária suíça, o Salão do Livro e da Imprensa de Genebra de 29 de abril a 3 de maio próximos. Neste evento, temos a alegria de promover a literatura brasileira e portuguesa, levando mais de duzentos títulos para a escolha do público e dezenas de autores para autógrafos e lançamentos de livros no estande do Varal do Brasil.
Dê uma olhada no vídeo que mostra nosso estande em 2014:
(Mais vídeos e fotos em nosso site!)
Para toda informação, escreva-nos no e-mail varaldobrasil@gmail.com
Premiaremos os melhores textos infantis, poemas, crônicas e contos com o nosso III Prêmio Varal do Brasil de Literatura, cujas inscrições estão abertas. Você pode ler o regulamento diretamente em nosso site www.varaldobrasil.com ou solicitar o mesmo através de nosso e-mail. Participe, divulgue o concurso literário internacional que veio para ficar!
A revista Varal do Brasil de março sairá no final de fevereiro e trará o tema MULHER. Não perca esta edição muito especial de nossa revista! E você pode já inscrever seu texto para a edição de maio, com tema livre. Sempre em nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com
Não hesite em solicitar informações sobre nossas atividades. Será sempre um prazer informá-lo (a)!
Obrigada por sua atenção sempre tão gentil!
Abraço amigo,
Jacqueline
Jacqueline Aisenman
Varal do Brasil

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

EDITORA LUÍZA MOREIRA DA DELLICATTA CONVIDA


INSCRIÇÕES ABERTAS - POESIA EM MOVIMENTO!
 
AUTORES DE TODO BRASIL PARTICIPANDO!
 
Imagine sua poesia ser apresentada numa linguagem corporal!
 
Tema livre!
 
Concorra para que seu trabalho seja transformado em uma linda coreografia!
 
Por um valor de R$ 150,00
Tenha seu trabalho publicado em livro (2 páginas)
Receba 4 exemplares
Concorra ao trofeu Poesia em Movimento
Participe do Sarau
Assista a um espetáculo com bailarinos profissionais
 
Evento 04/06 no Teatro Ruth Escobar em São Paulo!
 
Envie seu trabalho!
 
Luiza Moreira
Editora Delicatta
 
Caso você não queira mais receber nossas divulgações, responda esta mensagem tendo no campo assunto - remover

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SARAU DA SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS E AFINS DO RN NA LIVRARIA NOBEL DA SALGADO FILHO, NO ÚLTIMO SÁBADO DE JANEIRO DE 2015. JANIA DIVULGOU O PRÊMIO GALINHA PULANDO E SORTEOU ENTRE OS PRESENTES 03 EXEMPLARES DA COLETÂNEA PROMOVIDA E EDITADA PELO POETA BAIANO VALDECK DE ALMEIDA. O GESTOR DA LIVRARIA NOBEL, ALUÍZIO AZEVEDO JUNIOR CONVIDA PARA O LANÇAMENTO DO SEU LIVRO "HAVANA". THIAGO GONZAGA CHAMA PARA O CAFÉ LITERÁRIO DA QUINTA NA LIVRARIA ÀS 19H. JÂNIO FALA SOBRE SUA EDITORA E O PRAZER DE PUBLICAR AUTORES POTIGUARES. POETAS DECLAMAM E CONFRATERNIZAM SEUS POEMAS COM A PLATEIA.

 PRESIDENTE DA ACADEMIA DO CORDEL, POETA ROSA RAMOS REGIS


 POETA PORTUGUÊS, DR. CARLOS MORAIS
 CONTADORA DE HISTÓRIAS DALUZINHA AVLIS
PRÊMIO GALINHA PULANDO APRESENTADO POR JANIA SOUZA

ESCRITOR E POETA ALUÍZIO AZEVEDO JUNIOR, GESTOR DA LIVRARIA NOBEL


 PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DENTISTAS ESCRITORES, ESCRITOR DR. RUBENS AZEVEDO
 POETA MARCOS MEDEIROS



ESCRITORA E PROFESSORA, SELMA CALAZANS


 POETAS PEDRO GRILO NETO E JANIA
 ESCRITOR E PESQUISADOR DA LITERATURA POTIGUAR THIAGO GONZAGA FALA SOBRE SEU TRABALHO DE GARIMPAR OS TALENTOS POTIGUARES

 POETAS ROSA RAMOS REGIS E ARLETE SANTOS



FOTOS DA POETA TONHA MOTA E ROSA RAMOS REGIS PUBLICADAS NO FACEBOOK











segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

CAMBONO - A VIAGEM DO MAGUINHO, POR CLAUDER ARCANJO

Cambono
(Parte XXV)

Clauder Arcanjo

A Viagem do Maguinho

Para João Helder Alves Arcanjo

Angelita Perigosa, mesmo com o sumiço do pastor da Igreja da Bola de Fogo, continuou a morar em Licânia.
Claro que não faltaram propostas de abrigo para o seu corpo escultural e para refrigério de sua alma sofrida, fruto do “intempestivo desaparecimento” do indivíduo de “porte médio, de calva reluzente e de hábitos brancos”.
Se não se lembra de quem, volte ao capítulo anterior e se situe, perdido ledor.
O quê!? Perdeu o jornal do domingo último!? Não foi isso, não. Enrolou o peixe trazido da feira nele?! Pela santa madre igreja dos leitores abandonados! É o que dá entregar a sua arte de ficcionista ao mundo desprezado das páginas dominicais de uma gazeta. Pouco importa, sigamos. Há esperança de que alguém me salve do anonimato.
Apesar das inúmeras ofertas de casa, comida e roupa lavada, Angelita Perigosa abrigou-se no quarto dos fundos da casa do Zé Aguiar, pertinho da sua oficina mecânica.
Tão logo ela lá se alojou, deram-se duas coisas. A primeira, uma mão pesada de fuxico pelos becos e ruas de Licânia, dando como certa a mancebia do Zé Aguiar com a mulata das Minas Gerais. A segunda, um milagre. Explicarei, apressado e arisco leitor. O ambiente da oficina, antes tão repleto de graxa, de pneus velhos e de lataria enferrujada e amontoada; com homens mal vestidos, dentro de bermudões rasgados e com barba por tirar (sem falar no banho atrasado de mais de uma semana de alguns), transformou-se em menos de um dia. Zé Aguiar vestia-se de linho, e dava ordens como um notável gerente de funilaria e de mecânica; os colaboradores (assim passaram a serem chamados) passaram a trajar camisa limpa e calça social; a oficina ganhou uma lavagem e uma reorganização total. Os pneus velhos foram doados aos meninos do Alto da Liberdade; deles, fizeram brinquedos e motivo de festa. A ferramentaria foi limpa e colocada sob a batuta da ordem e do zelo. Os carros abandonados pelos clientes foram arrastados para a frente da casa de cada um deles. Seu Raimundo Vandico, sogro do proprietário, foi encarregado desta parte. Para este fim, serviu-se do caminhão do Eurico Carneiro. Este, solícito, cobrou uma pechincha para cada veículo devolvido.
Confessaram-me alguns que, antes do trabalho, os “colaboradores da Oficina do Aguiar” passavam na Pedra do Mercado e, depois de sorverem o indefectível chá de burro, adquiriam um cobre de brilhantina e meio cobre de perfume de alfazema. Passavam o pente de osso no cabelo grosso, sacudiam a porção do cheiroso nas axilas cabeludas e seguiam, festivos, para o batente.
Angelita Perigosa acordava bem cedo, tomava seu banho, cantando modinhas amorosas, e, em seguida, sentava na calçada da oficina, dando instruções a todos aqueles que procuravam pelos serviços de mecânica e funilaria da Oficina do Aguiar.
— Serei sua secretária e ocuparei o cargo de sua Relações Públicas. Sua RP, Senhor Aguiar! — anunciava, melosa, a morena da pele morena e almiscarada.
Zé Aguiar não sabia o que era ter uma secretária, nem muito menos o papel que cabia a uma Relações Públicas; mas quem seria ele para discordar daquela dama tão... tão... ai-jesus!, tão dadivosa e de voz tão enternecedora. Ai-jesus!
Os negócios tomaram foros de crescimento chinês. Vieram clientes de todos os rincões de Licânia. Até Pedro Chagas, vaqueiro do Eldorado, compareceu ao estabelecimento; ele que só tinha um cavalo baio como singelo meio de transporte.
Dona Maroca, incomodada com tanto “desfrute e falta de vergonha na cara dos homens da nossa terra”, resolveu perguntar ao vaqueiro Pedro Chagas:
— Até o senhor, seu Pedro!? Qual a marca do seu veículo? — interrogou-lhe Maroca, ferina, mal ele passou na calçada da sua casa.
Pedro Chagas, inteligente e arteiro, devolveu-lhe, de bate-pronto:
— Sempre sou um homem prevenido, minha senhora. Estou pensando em adquirir o fusca usado do Sebastião da De Lourdes; e resolvi contratar, antecipadamente, os serviços da Dona Angelita. Opa!, me enganei. Os serviços da oficina do Seu Zé Aguiar.
Mas o caso mais emblemático se deu com os jovens Aristides e Lourenço, o Gatinho. Irmãos que moravam do outro lado do rio, e que vinham, a pé, estudar no Ginásio Santanense. Foram vistos num trelelê esticado com a RP do Aguiar. Ao serem indagados a respeito do que conversavam, deram um muxoxo de desagrado e confidenciaram, em tom de revolta, num discreto aceno de ironia, banhado na água rasa do escárnio:
— Questão de foro íntimo, amigo. Não devia, mas vou matar a sua cruel e ferina curiosidade: fomos pedir uma assessoria à Dona Angelita. Assessoria sobre o quê?! Ora, acerca do nosso primeiro automóvel. Sim, ora mais!, quando nos formarmos e ganharmos o nosso dinheiro, nós já saberemos em que bicho de quatro rodas vamos montar. Melhor, dentro de que bicho motorizado vamos girar.
— Uma pouca vergonha. Isto é o fim do mundo! Deus nos guarde de tanta profanação ao chão sagrado de Sant’Anna! — vomitou, ferina e com um rosário na mão, a pia beata, conselheira do pároco municipal.
Dois meses depois, a fama da oficina rompeu os limites da província. As cidades de Massapê, Morrinhos, Bela Cruz, Marco, Cruz, Acaraú, Amontada, Itapipoca, Itapajé, Sobral, Meruoca, São Benedito... traziam os seus carangos para os cuidados da “oficina secretariada pela mulher bela, elegante e de olhos negros como as penas do cupido”.
No entanto, amigo leitor, não há felicidade que para sempre dure. Terei que interromper esta minha novela para abrir espaço para uma tragédia familiar. Ouça-me e, caso tenha alguma fé, reze algo para consolo dos atingidos. Pois bem, Zé Aguiar, num final de tarde de domingo, estava sentado na calçada de casa, a fumar um charuto cubano, a bebericar um vinho francês, em companhia de sua equipe e sob a regência musical de Angelita Perigosa. Angelita cantava, com voz tal qual a de Ângela Maria, os sucessos da juventude de Aguiar. De repente, um grito de desespero vindo de dentro de casa. Era a esposa de Zé Aguiar.
— Não, não, não. Meu Deus!
Zé Aguiar correu para dentro de casa. Lá, encontrou um homem desconhecido. Na mão dele, o capacete do seu filho, o José Ivanildo. Manchado de sangue.
— Perdeu o controle e bateu com a cabeça na queda. Morreu... na hora. Levaram o corpo para o hospital, pediram-me para avisar os pais. Não tive coragem de entrar pela porta da frente. A música... sabe... Neste momento, sabe...
O silêncio cortou o tempo, sepultando a tarde. Angelita entrou e fez com que o casal se sentasse. Preparou um chá, contudo não sabia o que dizer.
Nem eu, caro leitor. Calo-me, fecho a página, dando por encerrado este capítulo. Enterrar um filho é coisa muito forte para este escrevinhador de província.
No dia seguinte, logo cedo, recebo um bilhete do meu irmão mais novo. Transcrevo-o abaixo.

A Viagem do Maguinho

João Helder

Sim, Maguinho, um jeito carinhoso de nos comunicar, como um mago nas coisas que fazia.
Das costumeiras e bem humoradas visitas às fazendas dos santanenses para consertar ou ampliar um bico de luz.
Dos inúmeros questionamentos políticos de um ser irreverente, mas que, na sua face, trazia a coragem de dizer a sua verdade, doa a quem doer.
Do menino, que, um dia, foi artista de "circo" da nossa infância em Santana.
Do homem, filho e pai, que, precocemente, deixou familiares e amigos, "baixando óleo" de tanta tristeza.
Adeus, Mago!
Até um dia, Maguinho!

Bom domingo. Fique com Deus, amigo Zé Ivanildo. Inesquecível Maguinho.

Clauder Arcanjo

clauderarcanjo@gmail.com

POETA ALFRED ASÍS INFORMA FINAL DA CONVOCATÓRIA PARA "UN GRITO DESGARRADOR" EM HOMENAGEM AS MULHERES DA BOLÍVIA