terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

EM DEFESA DA CAIXA PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO - NOTA CONJUNTA DOS EMPREGADOS DA CAIXA

NOTA CONJUNTA DAS ENTIDADES 

REPRESENTATIVAS DOS EMPREGADOS DA CAIXA

O recente episódio envolvendo o Banco Master deixou uma lição inequívoca: quando a análise técnica é respeitada, a CAIXA é protegida. Quando alertas são ignorados, o risco recai sobre a empresa pública e, em última instância, sobre o patrimônio dos brasileiros.

No caso da tentativa de aquisição de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, foram os gerentes da CAIXA, com independência e responsabilidade, que se posicionaram tecnicamente contra a operação, resguardando a instituição de riscos relevantes.

A história demonstrou que estavam certos.
É exatamente por essa razão que as entidades representativas manifestam posição contrária e firme à negociação noticiada envolvendo a possível aquisição de carteira de crédito do BRB pela CAIXA.

A CAIXA não pode ser transformada em instrumento de absorção de riscos alheios. Não pode assumir carteiras cuja qualidade, precificação e impactos patrimoniais não estejam comprovadamente assegurados com total transparência. Não pode, sobretudo, agir sob qualquer lógica que coloque em risco ou comprometa sua solidez.

Uma operação dessa magnitude exige:

  • Publicidade dos critérios definidos;

  • Demonstração clara de sua racionalidade econômica;

  • Avaliação rigorosa da qualidade dos ativos;

  • Garantia de que não haverá transferência indevida de riscos para a CAIXA.

Sem esses pressupostos, qualquer movimento nessa direção é temerário.
A CAIXA é patrimônio do povo brasileiro. Sua solidez não pode ser colocada em xeque por decisões que desconsiderem o histórico recente e os alertas técnicos já registrados pelos seus próprios empregados.

As entidades reafirmam:
Defender a CAIXA é defender sua governança.
Defender a CAIXA é respeitar seu corpo técnico.
Defender a CAIXA é impedir que riscos desnecessários sejam assumidos.

Seguiremos vigilantes, firmes e atuantes para que a CAIXA permaneça 100% pública, sólida e protegida de operações que possam comprometer seu equilíbrio institucional.

Brasília/DF, 23 de fevereiro de 2026.

(Assinam: Advoccef, ANACEF, ANEAC, ANIPA, APCEF/RS, AudiCAIXA, CONTEC, FENAE, FENAG, SOCIALCAIXA, UNEICEF

Jania Maria Souza da Silva, aposentada Caixa lutando pelo patrimônio do povo brasileiro 

Nenhum comentário: