quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ESCRITORA JANIA SOUZA FALA SOBRE "MAGNÓLIA, A BESOURINHA PERFUMADA" NA SALA DE LEITURA POETA FLAUZINEIDE MOURA NA ESCOLA ESTADUAL ISABEL GONDIM/ROCAS


Às 16h, Jania Souza chegou a Escola Estadual Isabel Gondim para falar aos alunos do Fundamental sobre a sua obra "Magnólia, a besourinha perfumada", atendendo convite da Mediadora Alzeni.
Foi recepcionada com muito carinho pelos professores e, principalmente, pelos ansiosos alunos curiosos de conhecer detalhes da obra que além de chamar a atenção, encantou-os do princípio ao fim.
A autora perguntou se alguém havia lido a obra. Quase todos os bracinhos se levantaram. E começaram as indagações. Ela interagiu com o grupo, adotando a dinâmica de perguntar o nome e ouvir o questionamento, tendo a atenção geral. Todos queriam falar um pedacinho da fábula. Aquela parte especial que mais encantou em sua viagem no Jardim de Magnólias.
Mateus, inicialmente timidamente, falou do batom e do espelho.
Fernanda mais profunda referiu-se à interpretação: "... importância da amizade, da família, da cooperação..."
Geovana reforçou, revelando que amigo não deve ter inveja e que Magnólia fez uma festa para reatar a amizade com a lagartixa Mafalda.
Lucas também deu sua opinião sobre a questão da amizade, "... amigos não devem brigar...".
João Paulo disse que gostou muito da história e Jania aproveitou para falar da importãncia do nascimento de cada um para suas famílias, da importância deles na comunidade e no mundo. Que para se amar ao outro, ao amigo, é necessário amar a si mesmo, gostar de sua imagem e de suas boas atitudes e ações, que junto com as boas ações dos seus amigos e familiares e da comunidade, tornam o mundo em que vivemos um lugar realmente muito especial para a vida de todos. Lembrou também a visita do Papa João Paulo II a Natal. E o legado do nome escolhido pelos pais para seus amados filhos.
Anne revelou sua tristeza por não se sentir bem aceita por suas tias e desejosa de um lar mais carinhoso, afetuoso. Sua carência de mais compreensão como a revelada pela Mamãe Besouro no seu tratamento com sua querida filhinha. Jania referiu-se ao amor especial de cada mãe, de cada família e o cuidado demonstrado com seus filhos. Ouvir um não, não significa que a família não o ame. Muito pelo contrário, mostra a preocupação dos pais em fortalecer o filho para enfrentar as situações adversas ao longo da vida, as derrotas em determinados momentos, auxiliar nas escolhas futuras de amizades, de ações, de comportamentos, de atitudes. Lembrou a necessidade do respeito aos colegas, aos professores, aos pais e aos mais velhos, como fonte de equilíbrio da comunidade. Saber ouvir para aprender. Nesse passo foi uma longa conversa sobre muitos assuntos de interesse do grupo, porém todos fundamentados na historinha de Magnólia, que realmente mexeu com o imaginário da criançada, permitindo reflexões lúdicas sobre a vida delas, seus relacionamentos, seus mundos.
Perguntaram ainda a autora sobre sua primeira obra e qual sua idade na época; quando sairá seu próximo livro; se é difícil escrever; por que ela escreve, se ela já escreveu sobre instrumento musical..., dentre outras indagações, todas respondidas prontamente: começou a escrever ainda no fundamental; seu primeiro livro ficou pronto aos treze anos e foi enviado a uma editora no Rio de Janeiro, que, depois de alguns meses, respondeu-lhe que naquele momento não estava interessada naquele estilo, e, ela só voltou a escrever muitos anos depois, tornando a enfrentar o mercado editorial com sua persistência e seu trabalho; seu próximo livro sairá brevemente e contempla um instrumento musical, seu título é "O Lenhador e o Violão". Falou da importância da escola e de se realizar os exercícios e deveres ministrados pelos professores, que auxiliam no desenvolvimento da habilidade de escrever, narrar em prosa ou verso e o sabor da leitura, fonte maior da apropriação do conhecimento, elemento facilitador da transformação humana. Pediu aplauso para a maravilhosa Sala de Leitura, rica em acervo de livros, maior de todos os tesouros do homem.
Wilame, uma menininha tímida, chegou-se na despedida, quando solicitavam autógrafos e pediu um livro só para ela. A professora mediadora revelou que a Sala de Leitura só dispõe de 02 exemplares da obra e como todos desejam ler o livro, há uma certa dificuldade na circulação da mesma entre os alunos, embora quase todos já tenham vivenciado a leitura no lúdico espaço repleto de livros, puf's, cadeiras, almofadas, tapetes, mesas. Esse trabalho permitiu a escola ganhar em 2009 prêmio do C&A auferido em valor pecuniário e através também de uma viagem de intercâmbio com a Colômbia, onde a Diretora da Escola e a Mediadora Rosa vão apresentar o projeto de leitura desenvolvido pela Isabel Gondim.
Foi uma tarde riquíssima em conhecimento, tanto para os alunos como para a escritora e professores, todos envolvidos no processo de vivenciar a obra e a sua mensagem que extrapola os limites do próprio autor, quando é apropriada pelo leitor.

























Um comentário:

Salete Maria disse...

Olá!
Queremos cumprimentar você pela qualidade do seu blog e aproveitar o ensejo para compartilhar o nosso mais recente cordel intitulado A VISÃO DO "STF" SOBRE A LEI DO FICHA LIMPA, disponível no blog www.cordelirando.blogspot.com
Abraços!